Prefeitura espera aval do governo para incluir professores em 1ª fase de imunização

    Espera ocorre em meio às conversas de retorno das aulas na capital e no estado; reunião na sexta-feira deve definir retomada

    Foto: Betto Junior/Secom

    A prefeitura de Salvador aguarda autorização do Ministério da Saúde para incluir os profissionais da Educação na primeira fase de imunização contra o coronavírus. A categoria está prevista na quarta fase de vacinação, segundo o plano desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Até então, estão sendo imunizados na profissionais da saúde, idosos que vivem em instituições de longa permanência e idosos que não são acolhidos por esses estabelecimentos.

    A espera ocorre em meio às conversas de retorno das aulas na capital baiana. Nesta sexta-feira (5), uma reunião entre o governador Rui Costa e prefeitos deve chegar a alguma definição sobre a retomada das aulas, suspensas oficialmente desde março do ano passado. No entanto, o prefeito Bruno Reis já publico decreto que regulamenta a realização de aulas remotas na rede municipal.

    “Fizemos apelo ao Ministério da Saúde que os trabalhadores da educação pudessem vir para a primeira fase. Ainda não houve posição do Ministério da Saúde nesse sentido. (…) O Ministério da Saúde é que estabelece quais são os públicos prioritários de cada fase”, explicou Bruno Reis, em entrevista coletiva virtual na tarde desta quarta-feira (4).

    De acordo com o prefeito, os esforços da prefeitura para adquirir vacinas buscam priorizar os trabalhadores da educação e do transporte público, já que é o Município que define a forma de aplicação dos imunizantes.

    Retomada das aulas

    A vacinação dos trabalhadores da rede de ensino é reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (APLB-BA). Em videoconferência com o secretário da Educação, Marcelo Oliveira, e representantes do movimento de retorno às aulas, promovida pelo vereador Claudio Tinoco, o coordenador-geral da entidade, Rui Oliveira, defendeu a garantia de integridade física dos profissionais.

    Na época, o secretário afirmou que a espera prevista para imunização dos professores ainda é longa e pode comprometer mais um ano letivo. Nesta quarta, o prefeito Bruno Reis defendeu o retorno já em fevereiro com aulas online e a partir de março com formato semipresencial. A proposta defendida pelo gestor é a presença em dias alternados. Por exemplo, metade da turma assiste às aulas presencialmente segunda, quarta e sexta-feira; e na terça e quinta-feira assistem às aulas de forma online. Na semana seguinte, os dias são invertidos. A faixa etária dos alunos para esse retomada não foi definida.

    “Sexta vamos ter reunião para discutir o calendário da retomada. Vou defender que a gente tenha data definida para tentar adotar medidas e providências para retornar. A data é importante principalmente para a educação privada, que pais tenham tempo para matricular seus filhos. Em relação à educação municipal, vamos repetir a matrícula de 2020. Até porque nosso desejo é no início de 2021 oferecer conteúdo de 2020 e não perder o ano. Em maio, iniciar o calendário de 2021. Com isso, até o final do ano, de forma condensada e com reforço de tecnologia que temos disponível, fazer a consolidação desses dois anos”, explicou.

    Na terça-feira (2), o Ministério Público estadual (MP-BA) cobrou da prefeitura e do governo do estado o plano estratégico de retomada das aulas, ainda que remotas.