TCU quer saber se houve pressão para uso de remédio sem eficácia em Manaus

    No final do mês passado, corte de contas cobrou do Ministério da Saúde explicações sobre o uso de recursos públicos na compra de cloroquina

    Foto: Reprodução/Rede Amazônica

    O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler deu 10 dias para o Município de Manaus responder se foi pressionado pelo Ministério da Saúde a tratar pacientes com Covid-19 com os remédios cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina. As três substâncias não têm eficácia cientificamente comprovada para infecção pelo novo coronavírus.

    No despacho, Zymler cita diretamente uma visita de uma força-tarefa do Ministério da Saúde a Manaus em 11 de janeiro, quando a cidade já registrava disparada nos casos de Covid-19. No mesmo mês houve colapso no sistema de saúde da capital do Amazonas – e em municípios do interior -, incluindo falta de oxigênio.

    No dia 26 do mês passado, a corte de contas cobrou do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a destinação de recursos do SUS na compra de cloroquina. Segundo o TCU, o orçamento da União só poderia ser alocado em uma utilização do produto “off label” (fora do que indica a bula) com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Fonte G1