‘Todo um parque de refino está sendo desmontado’, afirma Rosemberg

    Deputado, que foi gerente de Comunicação da Petrobras no Nordeste, lamentou também a desmobilização da sociedade

    Foto: divulgação liderança do Governo (arquivo)

    A venda da refinaria Landulpho Alves para o fundo Mubadala foi criticada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT). “Todo um parque de refino está sendo desmontado”, disse, em contato com o bahia.ba. O parlamentar trabalhou na Nitrofértil no começo da carreira profissional e foi gerente de Comunicação da Petrobrás nas gestões do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

    Segundo nota da Petrobras, o fundo Mubadala ofertou US$ 1,65 bilhão (R$ 8,8 bilhões) na refinaria baiana, a primeira a ser desestatizada em um total de oito plantas. Para o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o complexo vale entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, incluindo oleodutos terminais de armazenamento e o Temadre.

    Rosemberg Pinto comentou que a unidade baiana – a primeira refinaria do país – processa mais de 300 mil barris de petróleo/dia e foi modernizada. “A refinaria Landulpho Alves é fruto da luta da sociedade brasileira e baiana. É anterior a implantação da Petrobrás”.

    O deputado do PT lamentou também a baixa reação social à privatização da planta da Petrobras. “É uma tristeza ver uma parte da luta da sociedade brasileira sendo destruída da forma”, afirmou. “É necessário que a sociedade se mobilize, se movimente, porque é apenas o início da destruição de um país.”

    Alba

    Durante a sessão desta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o líder do governo voltou a contestar a negociação da estatal petrolífera.

    “A refinaria foi vendida, não com o espírito de desenvolver o país, mas na linha contrária, no sentido de redirecionar o refino, fazendo com que nós tenhamos que importar produtos derivados de petróleo de outros países, o que diminui consideravelmente a riqueza brasileira”, condenou o petista.

    Rosemberg vê  “a indignação dos baianos e baianas em ver o complexo industrial ser privatizado, num espaço extremamente curto de tempo e sem o debate com a sociedade”.