Defesa de Lula diz que não usará mensagens hackeadas para provar parcialidade de Moro

    Para o advogado Cristiano Zanin Martins, ela já está mais do que demonstrada

    Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

    A defesa do ex-presidente Lula (PT), comandada pelo advogado Cristiano Zanin Martins, não vai usar as mensagens do ex-ministro Sergio Moro com os procuradores da Lava Jato para defender o habeas corpus sob acusação de parcialidade.

    O processo deve ser julgado ainda neste semestre pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). “A parcialidade de Moro já está mais do que provada. Não precisamos adicionar novos elementos no processo”, disse Martins.

    As mensagens foram apreendidas na Operação Spoofing com os hackers que invadiram os telefones celulares de procuradores e de autoridades de Brasília. O STF deu à defesa de Lula amplo acesso a seu conteúdo.

    Parte delas já tinha sido divulgada pelo site The Intercept Brasil em parceria com veículos de imprensa —entre eles, a Folha. Os diálogos mostram Moro orientando a acusação e até mesmo indicando testemunhas contra Lula aos procuradores.

    Apesar de não utilizar as trocas de mensagens neste processo, a defesa de Lula considera a documentação recebida válida e pretende fazer uso na defesa de outros casos.