Ocupação hoteleira em Salvador varia entre 70% a 75% ao movimento de antes da pandemia

    No mês passado, taxa ficou em 54,25%, ante 73,5% verificado em janeiro do ano passado; Revpar ficou em R$ 201,6

    Foto: divulgação ABIH-BA

    O segmento hoteleiro mantém neste verão uma demanda média de 70% a 75% do movimento registrado um ano atrás, antes do aparecimento da pandemia de Covid-19. No mês passado, a taxa de ocupação ficou em 54,25%. Pouco,frente aos 73,% de janeiro de 2020, mas já uma recuperação nítida frente aos primeiros meses da pandemia. O faturamento também está em torno de 70% a 75% do registrado no período pré-crise sanitária. O RevPar – que considera ocupação e diária média – fechou o mês passado em R$ 201,69, frente a R$ 256,6 de um ano atrás.

    “(a ocupação de janeiro) é muito baixa para o verão, mas diante da pandemia e do aumento do número de casos de Covid-19, poderia ser muito pior” afirmou,ao bahia.ba, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-Bahia), Luciano Lopes. “Os hotéis estão voltando a ter condições de custear suas operações”, disse.

    O executivo explicou que, apesar de o turista estrangeiro praticamente ter desaparecido, há bastante movimento de visitantes de São Paulo – o maior polo emissor para Salvador – além de clientes da Bahia e de estados limites, como Minas Gerais, Sergipe e Alagoas. No campo do emprego, o segmento hoteleiro emprega atualmente 40 mil pessoas, ou 80% do volume de postos de trabalho de um ano atrás. “Embora ainda estejamos vivendo momentos difíceis, há o sentimento de que o momento mais difícil foi superado”, conclui.

    Luciano Lopes estima que a ampliação da vacinação após os grupos prioritários vai alavancar de vez a retomada do turismo. Mas identifica na falta do Carnaval um componente forte. A folia, se não houvesse o coronavírus, começaria nesta quinta-feira (11). O período é responsável por 11% do faturamento anual dos hotéis da capital baiana, com diária média entre cinco a seis vezes o valor do preço médio ao longo do ano. “O Carnaval é o período para os hoteis criarem fôlego para a baixa estação. Até julho o movimento cai bastante”, lamenta.