Bolsonaro, a frescura e o mimimi: ele aguenta?

    O mimimi e a frescura vão lhe custar muito caro

    Jair Bolsonaro era admirador, depois tornou-se amigo, de Donald Trump, o presidente dos EUA que perdeu e se disse roubado sem nada provar. E seguiu a mesma cartilha. Disse que em 2018 lhe roubaram muito, e só não perdeu porque teve votos demais. E também que será roubado em 2022.

    Na pandemia, a doutrina é a mesma do gringo. Sempre debochou da Covid; chamou de gripezinha, afrontou o uso da máscara e por aí. Mas após a derrota de Trump se aproximou da turma do toma-lá-dá-cá parecendo ter mudado de rumo. No pico da pandemia, agora, ele voltou ao normal. E da pior forma. Mandando o povo que chora quase 300 mil mortos ‘parar de frescura’ e com ‘esse mimimi’.

    E indagou: – Vão ficar chorando até quando? Se parar tudo, aonde é que o Brasil vai parar?

    Protestos

    Ora bolas, o Brasil fica. Mas se não parar, nós corremos o risco de parar no cemitério. E aí?

    Entende-se os que protestam nas ruas pedindo a reabertura do comércio. Também brigam para tocar a vida. Não quer dizer que são simpatizantes do presidente.

    Na primeira onda, ACM Neto deu show de boa governança quando ia fechar feiras livres em Paripe, Itapuã, Boca do Rio e por aí. Cadastrava o pessoal e dia seguinte já ia de cesta básica na mão. Bolsonaro surfou com o auxílio emergencial que agora volta minguado, e em quatro meses acaba.

    Sem comprar simpatias ele aguenta? Só na mágica.

    O mimimi e a frescura vão lhe custar muito caro.