Na pandemia, o agronegócio vai bem, com a soja na ponta

    No mesmo pique, o Brasil caminha para ser, pelo segundo ano consecutivo, maior produtor mundial, batendo as 125 milhões de toneladas do ano passado, superando os EUA, principal concorrente

    Produtores de soja no oeste da Bahia estão soltando foguetes. Na safra 2017/2018 colheram uma média de 66 sacas por hectare, um recorde. Agora, na 2020/2021, estão na expectativa de 70 sacas por hectare, novo recorde, o que promete botar a produção baiana para mais de 6 milhões de toneladas.

    No mesmo pique, o Brasil caminha para ser, pelo segundo ano consecutivo, maior produtor mundial, batendo as 125 milhões de toneladas do ano passado, superando os EUA, principal concorrente. A boa safra vem acompanhado de outro fato positivo, o preço.

    A saca vendida a R$ 82 ano passado está em R$ 150 neste ano. Segundo o Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia, isso é fruto do bom trato no solo, boas sementes e chuva no tempo certo.

    Fora Ernesto

    Os produtores dizem que há mais de 20 anos trabalham no melhoramento do solo, e agora colhem os frutos. Para não ficar em branco, a pandemia trouxe um probleminha: está faltando caminhões para transportar os grãos.

    Lá no oeste, a grande maioria dos produtores é simpatizante de Bolsonaro, e foi isso que levou o presidente a recuar nas estocadas que vinha dando nos chineses, chamando, por exemplo, a Coronavac de Vachina. O pessoal chiou. Bater na China, a grande compradora, só ajudaria os EUA, principal concorrente.

    Quando Ernesto Araújo caiu no Ministério das Relações Exteriores, ficou melhor. Ou melhor, foi um alívio.