Já o entretenimento, está indo muito mal

    'Não passo fome porque tenho outros negócios'

    Se o agronegócio se deu bem na pandemia, o setor de entretenimento é o contraponto, o que mais perdeu. Anaílton Andrade Bulhões, o Pinóquio, dono do Parque de Diversões Panambi, sempre presente em festas pelos quatro cantos da Bahia, diz que a coisa está muito feia. Tinha 16 funcionários regulares; só tem três agora, e assim mesmo porque aceitaram trabalhar apenas pela comida:

    — Hoje, Sexta Santa, eu deveria estar na Feira dos Caxixis, em Nazaré. Cadê? Não passo fome porque tenho outros negócios. Mas meus carros, carretas, estão todos com documentos vencidos. E colegas meus estão pedindo esmola, de Feira de Santana e por aí afora. Um lá de Belo Horizonte me ligou pedindo R$ 100. Pode?