Coronel: CPI da Covid deve ser isenta de politicagem como no caso da Sputnik

    Senador defende que comissão atue para fazer governo federal acelerar imunização da população

    Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

    O senador Angelo Coronel (PSD-BA) afirmou nesta sexta-feira (30) que a CPI da Covid 19 não deve agir com a mesma “politicagem” que, segundo ele, envolve o impasse em torno da vacina russa Sputnik V —imunizante cuja importação e uso no Brasil foram barrados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    “Nós temos que pensar, de imediato, no quesito salvar vidas. Estamos aí com mais de 400 mil vidas ceifadas e precisamos dar um basta nisso. Mas como dar um pasta nisso? Nós temos que pressionar o governo com outros países para que as vacina chegue com rapidez. É um absurdo o que aconteceu com a vacina Sputnik, que não ia ser nem recurso do governo federal. Os governos estaduais se juntaram para importar essa vacina, a Anvisa cria problema”, declarou coronel em entrevista à rádio Jovem Pan.

    “Aí eu pergunto: será que essa vacina, que já é utilizada largamente na Argentina, na Venezuela, na própria Rússia, serve pra imunizar esses países e não serve para o Brasil?”, questionou o senador.

    Na última segunda (26), a agência rejeitou, por unanimidade, a importação e o uso do fármaco russo pelo Brasil. Um dos técnicos do órgão apontou “falta de documentação” e possíveis riscos do imunizante à saúde, dentre os quais a presença ou não de adenovírus com capacidade de replicação no corpo dos pacientes que receberem doses da vacina.

    “Eu estou achando que está tendo muita politicagem. É por isso que a gente tem que agir agora na CPI com muita rapidez, celeridade, sem politicagem, para que a gente consiga colocar vacinas de imediato para imunizar a sociedade brasileira”, acrescentou Coronel.

    Mais cedo, o governador Rui Costa (PT) pediu que a Anvisa analise “com boa vontade” as suspeitas sobre a presença de adenovírus replicante em lotes da Sputnik, desenvolvida pelo Instituto russo Gamaleya em parceria com a farmacêutica brasileira União Química. “O que nós queremos é um pouco de boa vontade da Anvisa e de determinação para fazer a pesquisa”, disse o governador em entrevista à GloboNews.