Solla e Valmir são indicados para comissão de impeachment de Temer

    Os parlamentares baianos foram indicados pelo líder do PT na Câmara, Afonso Florence; Solla diz que a posição será a mesma em relação ao pedido de Dilma

    Fotos: Lucio Bernardo Junior / Thyago Marcel/ Câmara dos Deputados

    O deputado federal baiano e líder do PT na Câmara, Afonso Florence, indicou os integrantes que irão participar da comissão especial que analisará o pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Michel Temer, conforme determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Entre os nomes estão dois baianos: Jorge Solla e Valmir Assunção, indicados como suplentes ao lado de Leo Brito (AC), Benedita da Silva (RJ), Bohn Gass (RS), carlos Zarattini (SP), Luiz Sérgio (RJ) e Paulo Pimenta (RS).

    Ao bahia.ba, o deputado federal Jorge Solla disse que a posição dos petistas será a mesma dos correligionários do colegiado que analisa o impedimento da presidente Dilma Rousseff. “A nossa posição vai ser a mesma dos dois lados, de que as pedaladas não se configuram como crime de responsabilidade fiscal. O fato de participarmos da comissão do pedido de Temer não significa que vamos pensar diferente em relação a esta questão”, disse.

    Segundo Solla, no caso do peemedebista, no entanto, há também denúncias de que ele recebeu propina em mãos. “Coisa que não existe em nenhuma denúncia contra a presidente Dilma. Se o PT vai se debruçar melhor sobre isso, ainda vamos analisar”, declarou.

    Titulares – Já como titulares, o líder do PT indicou os parlamentares Arlindo Chinaglia (SP), Henrique Fontana (RS), José Mentor (SP), Paulo Teixeira (SP), Pepe Vargas (RS), Vicente Cândido (SP), Wadih Damous (RJ) e Zé Geraldo (PA).

    Para Jorge Solla, a decisão do STF de que a Câmara deve instaurar o processo de impeachment contra Temer se baseia no fato de as denúncias serem as mesmas contra Dilma. “Se foi montado uma comissão para discutir o impeachment de Dilma por essa razão (pedaladas fiscais), não tem como não tomar o mesmo procedimento para outro pedido com a mesma justificativa”, disse.

    Líderes partidários da Casa receberam na quarta-feira (6) ofícios com pedido de indicação de parlamentares que integrarão o colegiado. Cunha começou a tomar as medidas mesmo após fazer duras críticas à decisão do ministro, que chamou de “absurda”.

    O documento que pede o impedimento de Temer, defende que o vice-presidente cometeu crime de responsabilidade e atentou contra a lei orçamentária, ao assinar decretos para autorizar a abertura de crédito suplementar sem autorização do Congresso. As referidas irregularidades estão presentes no atual pedido de impeachment contra Dilma (confira aqui o documento na íntegra).