Banco Central implementa segunda fase do open banking nesta sexta

    Etapa prevê que novos produtos e serviços, como empréstimos e financiamentos, sejam ofertados aos clientes a partir de condições mais vantajosas

    Foto: Divulgação Banco Central

    Começa nesta sexta-feira (13) a segunda fase do Open Banking. Prevista inicialmente para 15 de julho, a nova fase, segundo o Banco Central, tem como principal premissa o aumento da segurança e da proteção dos dados dos clientes.

    O sistema financeiro aberto foca na liberação do compartilhamento padronizado de dados e serviços por instituições financeiras reguladas. No Open Banking, o cliente pode autorizar o compartilhamento de seus dados com outras instituições o que, para o BC, “deve aumentar a competitividade entre os bancos e melhorar a oferta de produtos e serviços”.

    Ao todo, o sistema aberto será dividido em quatro fases. Veja o calendário:

    Imagem: Reprodução Banco Central
    Imagem: Reprodução Banco Central

    A segunda fase promete dar aos clientes a possibilidade de autorizar o compartilhamento de seus cadastros e de informações sobre suas transações financeiras relacionadas a contas, cartão de crédito e operações de crédito com outras instituições.

    Segundo Leonardo Medeiros, head de Open Banking & Open APIs na XP Investimentos, a principal diferença entre é que a primeira fase compartilhou dados públicos, enquanto a segunda é focada em dados privados.

    A primeira fase foi implementada em fevereiro deste ano e, com ela, os dados das 1.065 instituições participantes passaram a ser compartilhados. A terceira fase está prevista para começar no dia 30 de agosto e a quarta, e última, em 15 de dezembro.

    “A primeira fase tem mais a ver com o compartilhamento de dados das próprias instituições participantes, com relação a dados sobre elas. São informações já públicas, mas que são difíceis de achar via site, e todas as instituições participaram de forma obrigatória. Já a fase a fase dois, que já impacta mais o mercado, é justamente o compartilhamento de dados privados dos clientes com o consentimento deles, com dados cadastrais, como documentos, filiação, telefone, e informações de conta-corrente, poupança, cartão, entre outros. Acreditamos que essa segunda fase vai ter mais impacto”, afirma Leonardo.