Publicado em 30/09/2021 às 11h51.

Comércio de rua ou shopping? Especialistas explicam quais as vantagens de cada negócio

Integração de meio físico com digital amplia a experiência do cliente e impulsiona vendas

Redação
Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

 

Já ficou claro que a pandemia mudou as tendências do mercado, impulsionando não apenas as vendas online como levando à valorização do comércio de rua. O advogado e consultor de negócios André Torres, sócio-diretor da Consulting, e Fernando Pinho, diretor da PA Informática, explicam como negócios podem aproveitar essa tendência para se reinventar.

De acordo com André Torres, a configuração do comércio atual se baseia em três pilares – loja de rua, shopping e internet – e, para maximizar o sucesso de vendas, é preciso entender o papel de cada na estratégia de negócio. Para isso, um software de gestão integrada se faz essencial para o controle e evitar o retrabalho, como explica Fernando Pinho.

Diferentes estratégias

“No shopping há maior conforto para o cliente, sua marca fica mais conhecida e é o local onde você pode cobrar um valor mais alto pelo produto. Já na loja de rua é possível ter um espaço maior por um custo menor. Isso permite um maior volume de vendas além de um estoque mais amplo para entrega rápida. A loja de rua pode ser utilizada também como o ponto de onde saem as entregas via delivery das compras realizadas na internet”, aponta Torres.

No entanto, a loja de rua traz alguns desafios de gestão, como a segurança e o gerenciamento do estoque. Também a possibilidade de maior flexibilidade de horários, já que as lojas de shopping têm que seguir à risca uma escala determinada.

Em primeira mão

Para Torres, o grande trunfo das lojas em shoppings center são a ampla divulgação da marca. Ele acredita que esse espaço deve ser utilizado como um showroom e ser sinônimo de novidade. “Ela deve estar sempre à frente, ser o espaço no qual se lança um produto novo, ter um mimo para o cliente, fazer eventos. Tem que estar sempre inovando”, afirma.

Tecnologia como aliada

Fernando Pinho, diretor da PA Informática, acredita que as lojas física e virtual devem se complementar. Para isso, o empresário não deve desprezar nem um, nem outro. Para ter sucesso e evitar o retrabalho, os negócios de porte pequeno e médio devem, segundo ele, procurar parceiros, empresas sólidas com bastante tempo de atuação no mercado, para que não haja perda de tempo e dinheiro.

“O primeiro investimento deve ser um software de gestão integrado com e-commerce. O software vai gerir as vendas independentemente da quantidade ou tipo de loja (física ou digital). Tudo é automatizado em um só sistema, que integra estoque, financeiro, todas as áreas para facilitar a gestão”, afirma. “Já uma empresa de marketing digital pode ser contratada para fazer com que a publicidade seja tratada com competência, e assim buscar resultados proporcionais ao investimento feito”, complementa.

Ele acredita que a integração dos dois modelos de comércio é benéfica especialmente para os clientes pois a experiência pode ser muito mais personalizada. “Ele pode primeiro obter informações sobre o produto no meio digital e ir até a empresa para experimentar ou vice-versa. A empresa pode, inclusive, enviar o produto para que o cliente experimente sem sair de casa. Existem inúmeras iniciativas que podem ser adotadas”, garante.

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