AGU recorre após Justiça determinar afastamento de presidente do Iphan

    Larissa Peixoto foi afastada após Bolsonaro admitir ter interferido no órgão para beneficiar Luciano Hang

    Foto: Mtur/Divulgação

    A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu à decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro, que determinou o afastamento de Larissa Rodrigues Peixoto Dutra da presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

    De acordo com informações da CNN Brasil, a decisão se deu à pedido do Ministério Público Federal (MPF/RJ) e do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, após o presidente Jair Bolsonaro admitir interferências no órgão. Em um evento, o chefe do Executivo disse ter “ripado” funcionários do órgão para destravar uma obra em uma loja da Havan, de propriedade do empresário Luciano Hang, seu aliado.

    O MPF alega que Larissa “não possui formação acadêmica compatível com o exercício da função, uma vez que não obteve graduação em história, arqueologia, museologia, antropologia, artes ou outra área relacionada ao tombamento, conservação, enriquecimento e conhecimento do patrimônio histórico e artístico nacional”.

    Ela é graduada em Turismo e Hotelaria pelo Centro Universitário do Triângulo (Unitri) e cursa pós-graduação lato sensu em MBA executivo em gestão estratégica de marketing, planejamento e inteligência competitiva, na Faculdade Unileya.