As vantagens do investimento em fundos imobiliários
Texto de Ricardo Júlio Costa Oliveira*

O mercado está próximo de chegar, mais uma vez, ao seu ponto máximo de valorização da incorporação imobiliária urbana. Salvo exceções representadas por imóveis com localizações privilegiadas, que desafiem um produto inelástico quanto a renda e preço, é necessário o investidor começar a ter mais cautela na hora de escolher um próximo ativo para alocar seus recursos financeiros.
Uma alternativa viável, segura e profissionalmente gerida são os fundos imobiliários, que representam uma comunhão de recurso destinadas à aquisição coletiva de imóveis, seja através de bens tangíveis (como lajes, shoppings ou galpões logísticos), bem como através de papéis representativos do direito de adquirir referido ativos tangíveis ou do financiamento de operações imobiliárias com atrativas taxas de rendimento aos seus cotistas.
Os investimentos realizados por fundos imobiliários também possuem vantagens fiscais, eis que quando constituídos por 50 cotistas ou mais, pessoas físicas, seus dividendos são isentos de tributação e tornam mais atrativos os retornos sobre o capital alocado.
Para o investidor que não deseja correr riscos sozinhos nos ciclos do mercado imobiliário, bem como também não ter o trabalho de administrar o ativo patrimonial, os fundos imobiliários constituem uma excelente alternativa de renda passiva.
Administrados por pessoas altamente capacitadas, e também investidos por grandes agentes da indústria de fundos de investimentos, estes condomínio especiais possuem estrutura de supervisão e diversificação de riscos que tornam mais seguro ao rentista pessoa física, o acesso ao mercado imobiliário.
Durante o período da pandemia da COVID-19, muitos ativos imobiliários sofreram descontos nos seus preços, oriundo do esvaziamento de lajes corporativas e do fechamento de operações comerciais, como os Shoppings Centers, o que atraíram a atenção dos fundos capitalizados e preparados para nova aquisições, a fim de navegar na onda de retomada das ocupações imobiliárias, ganhando não somente na valorização do imóvel, mas também no retorno dos aluguéis vincendos.
Outro ativo que também ganhou força e proporção foram os galpões logísticos, que passaram a atrair a atenção dos centros de distribuição e operadores de entregas atrelados ao fortalecimento do comércio eletrônico, bem como no armazenamento de insumos básicos da própria construção civil e commodities, a serem negociados nos mercados de bolsa e balcão, através dos contratos a termo e futuros.
Finalmente, antes de o investidor que sempre apostou no mercado imobiliário, alocar novamente seus recursos em ativos do tipo em destaque, vale se informar mais sobre as vantagens aqui sugeridas sobre os fundos imobiliários, que podem proporcionar uma menor energia, custo e maiores retornos financeiros atrelados aos pagamento de dividendos gerados de operações estruturadas com gestores e administradores profissionais, além de serem fiscalizados e supervisionados pela Comissão de Valores Mobiliários e pela Ambima, o que torna o mercado menos exposto às seleções adversas.
*advogado, mestre em Direito dos Negócios pela U.C. Berkeley e FGV, especialista em Wealth Management pela Stanford University. L.LM e MBA pelo Insper.
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