‘Tia Eron é a cereja do bolo de Cunha’, diz Moema Gramacho

    Segundo a petista, a colega foi usada como manobra do presidente da Câmara para tentar salvá-lo do processo de cassação

    (Foto: Evilásio Junior / bahia.ba)
    (Foto: Evilásio Junior / bahia.ba)

    A deputada federal e pré-candidata a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT-BA), acusou a colega Tia Eron (PRB-BA) de ser usada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como manobra no Conselho de Ética da Casa para tentar salvá-lo de uma cassação.

    “Ela é a pior de todas [aliados de Cunha]. Ela é a cereja do bolo de Cunha. Mas se ela chegar lá [no Conselho] e votar contra ele, peço desculpas”, disparou a petista durante entrevista ao programa Uziel Tá na Área, com Evilásio Junior, nesta sexta-feira (29), na Rádio Vida FM (106,1). A representante da Igreja Universal foi indicada pela legenda para substituir o deputado Fausto Pinato (PP) no colegiado.

    Cunha foi denunciado pelo Procurador Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF) e enfrenta uma série de acusações relacionadas ao esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

    Traição – A parlamentar comentou ainda os posicionamentos dos antigos aliados do governo Dilma na votação de admissibilidade do impeachment da presidente. “Aconteceu um festival de traição. Cansei de ver [bispo] Marinho (PRB) desfilando com ministros e votou a favor do impedimento”, disse.

    Sobre o PP, que teve participação mais efetiva no governo petista, ela considerou que foi uma traição, pois o partido fechou questão de ordem a favor do impeachment. “Abstenção também é ficar em cima do muro. Pelo fato de o PP ter tido todo o suporte durante todos esses anos de Lula e Dilma. Eles administram ministérios importantes”, contou. Os pepistas baianos Mário Negromonte Júnior e Cacá Leão, adversário de Moema em Lauro de Freitas, se abstiveram.