Renan defende CPI após Planalto impor sigilo a encontros de Bolsonaro com pastores

    Senador citou ainda escândalo dos kits de robótica para escolas precárias, ‘escolas fakes’ e ônibus superfaturados

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Após o Palácio do Planalto decretar sigilo dos encontros realizados entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, acusados de pedir propina a prefeitos em troca recursos do Ministério da Educação, o senador Renan Calheiros (MDB) defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar eventuais ilícitos.

    “Lógica de sempre: detectada a febre altíssima da corrupção esconda-se o termômetro. O kit robótica em Alagoas com superfaturamento de 500%, as escolas fakes e os ônibus são megaescândalos nesse novelo”, afirmou o parlamentar, que foi relator da CPI da Covid. “Todos precisam ser investigados por uma CPI”, acrescentou o ex-presidente do Senado.

    Responsável por recolher assinaturas, o senador Randolfe Rodrigues (Rede), também comentou sobre a imposição do sigilo. “Vai vendo, Brasil! Primeiro, uma força-tarefa para travar a #CPIdoMEC no Senado. Agora, sigilo na agenda de Bolsonaro com os lobistas envolvidos no #BolsolaodoMEC. Eles têm muito a esconder e o desespero está batendo. Mais motivos para a CPI do MEC!”, escreveu parlamentar.

    Atualmente, o governo e evangélicos têm investido para desidratar a lista de assinaturas para a abertura da CPI do MEC, enquanto a oposição se mobiliza pela investigação.