Marta acusa vereadores da base de Bruno Reis de invadirem comissão na CMS

    "Fomos surpreendidos por um ato de desrespeito que nunca vimos acontecer", revelou a petista

    Foto: CMS / Valdemiro Lopes - CMS

    A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de Salvador, presidida pela vereadora Marta Rodrigues (PT), pediu, nesta terça-feira (3), em ofício enviado à presidência da Casa, e aprovado por membros presentes à reunião naquela dia, a apuração e tomada de providências, no caráter ético-disciplinar sobre a interrupção da reunião ordinária do colegiado por vereadores da bancada do governo.

    “A reunião desta comissão, tão importante para esta Casa, tendo na presidência uma mulher negra, e da oposição, foi invadida e seu quórum questionado e posto em dúvida num gesto abrupto e descabido, enquanto exercíamos o papel de parlamentares, trabalhando pela cidade. É um desrespeito aos trabalhos da Casa, ao regimento e a mim, enquanto mulher negra. Irei em todas as instâncias para garantir o bom funcionamento e trabalho da comissão. Não podemos deixar passar atitudes como estas nesta Casa, onde falamos tanto de respeito, luta contra o machismo, o racismo e a favor da democracia”, afirmou a vereadora do PT.

    O grupo de vereadores da base de Bruno Reis (UB) alega, no entanto, que improvisou a sessão como forma de protesto ao encontrar o plenário da CMS fechado. Em contato com o bahia.ba, nesta quarta-feira (4), o líder da base do prefeito, Paulo Magalhães Jr., afirmou que o grupo “foi cumprir o regimento da Casa, que disse que a sessão estava convocada para às 14h30”.

    O prefeito Bruno Reis (UB) também se manifestou sobre o episódio. “A gente lamenta que as questões políticas eleitorais estejam atrapalhando os trabalhos da casa legislativa”, declarou.

    Convocada seguindo o regimento interno pela presidenta Marta Rodrigues, a reunião de terça da comissão recém instalada, transcorreu com quórum regimental com as presenças físicas de Marta e do vereador Randerson Leal, sendo Edvaldo Brito, Átila do Congo e Alexandre Aleluia em formato remoto.

    As tratativas dos membros do colegiado, no entanto, teriam sido interrompidas de “maneira abrupta” e sua regularidade desrespeitosamente questionada por um grupo de vereadores da bancada do governo que, logo depois, tentaram, exaltados, fazer uma sessão “extraoficial” ao lado do plenário Cosme de Farias.

    “Discutíamos tratativas inadiáveis para a Casa, cumprindo nosso papel de parlamentar, e fomos surpreendidos por um ato de desrespeito que nunca vimos acontecer. A reunião transcorria seguindo o regimento, foi convocada por esta presidenta. Foi um absurdo”, concluiu Marta.