Cunha diz que foi retaliado: ‘PT quer companhia no banco dos réus’

    Ao comentar afastamento do seu mandato, Eduardo Cunha questionou motivos de o Supremo julgar ação ingressada em dezembro de 2015 só neste momento

    Foto: Wilton Júnior/ Estadão Conteúdo

    Após ter confirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do seu mandato, Eduardo Cunha (PMDB) afirmou que sofre uma “retaliação” por dar seguimento ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados.

    “É claro que estou sofrendo e vou sofrer uma retaliação pelo processo de impeachment. O PT gosta de companhia no banco dos réus. Mas isso vai acabar na quarta que vem, para que o Brasil possa se livrar dessa era do PT”, declarou o parlamentar, em referência à data na qual o Senado poderá julgar o afastamento da petista.

    O peemedebista repetiu que não renunciará e disse que apresentará recurso contra a decisão do Supremo. “A gente respeita a Suprema Corte do país, porém não posso deixar de contestar e estranhar”, disse.

    Cunha questionou os motivos de o ministro do STF Teori Zavascki ter decidido apreciar durante a madrugada desta quinta uma ação ingressada em dezembro do ano passado pela Procuradoria-Geral da República, na qual o chefe da PGR, Rodrigo Janot, pedia o seu afastamento.

    “Como passaram seis meses, não havia mais urgência. É sabido que há uma desavença pública [com Janot]. Em seguida ao que aceitei a abertura do processo de impeachment, ele fez uma ação de busca e apreensão contra mim e entrou com a ação”, declarou.

    Eduardo Cunha comparou também a sua situação à do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que chegou a ser preso na Lava Jato mas não teve o mandato suspenso.