‘Quer fazer politicagem. Não vai contar com meu apoio’, diz Bruno sobre impasse com Geraldo Jr.

    O prefeito ainda disse que não vai fechar UPA e nem hospital municipal para pagar agentes de endemias

    Foto: Romulo Faro/bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (UB) declarou nesta quarta-feira (10) em coletiva de imprensa que não vai fechar UPA e nem hospital municipal para pagar agentes de endemias. “Quem quer fazer politicagem, não vai contar com o meu apoio”.

    “As contas da prefeitura são de R$ 310 milhões, se nós botarmos R$ 77 milhões, temos que botar R$ 234 milhões, é um reajuste maior do que todos os mais de 30 mil servidores da Prefeitura e aí minha responsabilidade de prefeito, de defender a cidade. Eu não vou fechar a UPA para pagar R$ 7 mil reais para gente comunitária de saúde, não vou fechar hospital municipal, eu não vou deixar de coletar o lixo das pessoas eu não vou deixar de pagar, como estou pagando combustível do transporte público, para que as pessoas possam rodar”, disse o prefeito, se referindo ao  antigo aliado, o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS) Geraldo Jr. (MDB), a quem acusou de tentar dar um ‘golpe’ ao incluir ‘jabutis’ no projeto que trata do reajuste dos servidores públicos municipais.

    Bruno também acusou Geraldo de querer fazer ‘politicagem’ barata ao propor os reajustes salariais dos agentes de combate de endemias e dos agentes comunitários de saúde. “Não se alguém quer fazer politicagem barata, quer trocar manobras por apoio político, não terá por parte do prefeito, qualquer tipo de respeito, isso é inadmissível, é brincar com o prato do dia a dia que as pessoas comem. Uma medida como essa representa o que? Vai representar em uma judicialização que ninguém sabe quando vai acabar, a troca de que ? Em ano de eleição, de apoio político ? Brincando com as pessoas? Enganando as pessoas? Falando algo que não pode prosperar? Qual o orçamento de um governo que resiste a um impacto  de R$ 310 milhões?”