‘É para ter essa pluralidade’, diz Paulinho Boca de Cantor sobre mudanças no Carnaval

    Artista esteve presente na coletiva do Governo do Estado sobre o lançamento da festa momesca

    Foto: Leilane Teixeira/bahia.ba

    Um dos precursores do formato de como é conhecido o Carnaval na atualidade, Paulinho Boca de Cantor comenta que as mudanças relacionadas a festa momesca ocorrem para que o festejo popular se torne “plural”. 

    “O carnaval na realidade é uma festa que é uma manifestação popular. O carnaval cresceu, os trios cresceram, os blocos afros cresceram, grandes atrações vieram para a avenida, depois, inclusive, do som amplificador de voz. Os circuitos tiveram que mudar, se adaptar para a demanda do povo, pois é muita gente querendo brincar o carnaval. O carnaval teve que atender a isso, não só atender no sentido de espaço, mas também no sentido de atrações, tornar essa coisa plural”, afirma o artista. 

    Sobre as atrações do carnaval, Paulinho ressalta a mistura de ritmos e, consequentemente, a contratação de cantores e bandas de outros estilos musicais é imprescindível para a conservação e propagação da festa. 

    “Com a chegada dos novos baianos em 1976, a gente trouxe uma opção de coisa. Começamos a gravar um frevo, mas a gente era artista da MPB e isso abriu campo para várias tendências musicais participarem do carnaval, não só pra quem faz música de carnaval. É nova música brasileira que a gente tá colocando no carnaval de Salvador que é pra ter essa pluralidade, pro carnaval se transformar e continuar sendo a melhor festa popular do planeta”, finaliza o cantor.

    Paulinho junto com o grupo de MPB (Música Popular Brasileira) Novos Baianos, montaram, no carnaval de 1976, o primeiro trio elétrico com vocalização.