Jornal flagra alerta recebido por Gleisi sobre perigosas indicações para conselho da Petrobras

    Petista utilizou as redes sociais para criticar o jornal e dizer que "está avaliando medidas cabíveis" após ter sua "privacidade invadida"

    Foto: Clara Rellstab/ bahia.ba

    O jornal O Estado de S. Paulo flagrou uma mensagem recebida por Gleisi Hoffmann (PT) no celular, pelo aplicativo WhtasApp, nesta quinta-feira (2), do coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.

    Na conversa, registrada por um fotógrafo do Estadão na cerimônia de lançamento do novo Bolsa Família, no Palácio do Planalto, Bacelar alerta a petista sobre “perigosas indicações” do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para o Conselho de Administração (CA) da Petrobras.

    Nos últimos dias, Silveira derrubou as sugestões do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates (PT), para o conselho e substituiu por nomes propostos pelo Centrão. No texto, Bacelar diz que, se a situação não for reavaliada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode perder o controle da empresa.

    Na troca de mensagens, o sindicalista pede que a deputada consiga uma reunião com Lula para discutir o assunto. “Por favor, cava um espaço na agenda do Presidente Lula, no dia 10/03 (próxima sexta-feira), pra eu conversar com eles sobre essas perigosas indicações do MME para o CA da Petrobras![…] Não são pessoas nossas, o Presidente não terá o controle do CA e temos bons nomes já apresentados a ele pra substituir os 4 ou 3 deles!”.

    Após a publicação da reportagem, a petista utilizou as redes sociais para criticar o jornal. A presidente do Partido dos Trabalhadores afirma que teve sua privacidade invadida e “está avaliando medidas cabíveis”.

    “A ‘notícia’ que resultou dessa invasão de privacidade não traz nada de novo ou relevante, mas chama a atenção para métodos escusos de obtenção de informações. Nada justifica a violência cometida pelo jornal. Não há desvio, ilegalidade, sequer impropriedade na mensagem que recebi. Há sim desrespeito ao direito constitucional da privacidade – que a todos protege, inclusive às fontes dos jornalistas. Estou avaliando as medidas cabíveis”.