FPM: Bruno Reis confirma participação na mobilização em Brasília: ‘luta nossa’

    Mobilização pretende pressionar a União contra a queda do recurso

    Foto: Betto Jr./Secom PMS

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), confirmou ao bahia.ba que participará da mobilização nacional promovida pela União dos Munícipios da Bahia (UPB) em Brasília, para cobrar soluções a queda do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O gestor municipal afirmou, nesta segunda-feira (18), que espera um aumento de 2% para compensar a perda do recurso, assim como feito no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “Com certeza, essa é uma luta nossa. […]. A gente vai se mobilizar sim, estarei lá na defesa com os demais prefeitos do Brasil, pleiteando com o Governo Federal possa como no passado já compensou os municípios na própria gestão do presidente Lula no seu segundo mandato em 2008, momento como esse. Naquela ocasião, foi pago 1% a mais do FPM pra todos os municípios e hoje diante do cenário espero que pelo menos 2% possa ser pago pra recompor as perdas que os municípios estão tendo”, afirmou o chefe do Executivo municipal, durante a inauguração do maior terminal de eletrocarga para ônibus do BRT, no Viaduto dos Rodoviários.

    Na última quinta-feira (14), o presidente Lula (PT) voltou a falar sobre o repasse do FPM para os municípios brasileiros. Nas redes sociais, o mandatário afirmou que “nenhum prefeito receberá menos que o ano passado”. Na oportunidade, ele também garantiu que destinará um aporte de R$ 1,6 bilhões para assegurar que os governadores “não sofram” com a queda da distribuição do recurso.

    Apesar do afago do mandatário, a UPB decidiu por manter a mobilização nos dias 3 e 4 de outubro como forma de pressionar o governo federal para a distribuição dos recursos. Na última sexta (15), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que compensa as perdas do FPM e a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).

    Bruno Reis ainda se solidarizou com os “pequenos e médios municípios que vivem do FPM” e frisou que a queda do fundo é “muito preocupante”, em especial para as cidades que tem suas receitas baseadas na garantia repassada pela União.