Planalto orienta líderes no Congresso a evitarem crise com militares da ativa, diz colunista

    Medida ocorre após deleção premiada de Mauro Cid, que revelou que o ex-comandante da Marinha Almir Garnier apoiaria um eventual golpe militar

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    O Palácio do Planalto orientou líderes no Congresso a evitarem uma crise com militares da ativa, em decorrência da delação do tenente-coronel Mauro Cid. A orientação foi fundamental para que fosse desmobilizada na CPMI do 8 de janeiro, a articulação para convocar o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e outros militares. 

    O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro revelou que o Almir Garnier afirmou ao ex-presidente que apoiaria um eventual golpe militar. Após a informação, a reação do Ministério da Defesa e das cúpulas das três Forças foi de que haveria interesse em tudo que fosse investigado. Nos bastidores, houve grande receio de que as investigações refletissem em militares da ativa. 

    Na semana passada, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, reuniu-se com o ministro da Defesa, José Múcio, e com os comandantes do Exército, Tomás Paiva, e da Aeronáutica, Marcelo Damasceno. No encontro, o tema abordado foi as eventuais convocações na CPMI em virtude da deleção de Cid.

    Para os políticos, Tomás Paiva expressou preocupação com a execração pública de generais, como o episódio do ex-comandante Militar do Planalto Gustavo Henrique Dutra de Menezes, que foi ofendido durante seu depoimento pelo senador bolsonarista Jorge Seif.