Capitão Alden deve enviar ofício ao MJSP para questionar serviço do ‘Celular Seguro’

    Deputado afirma que o aplicativo possui pontos questionáveis em sua “Política de Privacidade”

    Foto: Reprodução/Assessoria Capitão Alden

    O deputado federal Capitão Alden (PL) criticou nesta quinta-feira (28) pontos da “Política de Privacidade” instalada no serviço ‘Celular Seguro’ lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) no último dia 21 deste mês, com o objetivo de inibir roubos ou furtos de celulares. O parlamentar bolsonarista acredita que o novo serviço serve para monitorar os brasileiros.

    “O desgoverno Lula quer monitorar ainda mais cada cidadão brasileiro com essa desculpa de preservar sua segurança em caso de ter seu celular roubado. Na teoria, o aplicativo é bom, mas na prática segue o mesmo modus operandi da Esquerda, ou seja, o Estado quer maior controle sobre os cidadãos”, dispara Alden.

    O serviço já conta com 579.883 inscrições de celulares e bloqueou 4.349 aparelhos roubados ou furtados em apenas uma semana de funcionamento. Ação do MJSP busca garantir mais segurança aos cidadãos que tenham seu celular roubado, no bloqueio de aplicativos bancários e preservação de dados pessoais presentes no smartphone.

    O deputado federal também usou como exemplo a série de projetos encaminhados pelo Poder Executivo Nacional que continham textos com trechos questionáveis, os chamados “jabutis”. Para o político, o “Celular Seguro” possui uma série de pontos questionáveis, nos Termos de “Uso e Política de Privacidade do Programa Celular Seguro”.

    No entendimento de Alden, o trecho que utiliza o termo o “direito de modificação” do MJSP não especifica e não descreve que o usuário será alertado quando ocorrem as alterações. “Você baixa um aplicativo com determinadas caraterísticas e depois descobre que ele está bem diferente do que imaginou”, afirmou.

    O parlamentar ainda afirmou que enviará um ofício ao Ministério para exigir esclarecimentos sobre o serviço. “Sou a favor de medidas que garantam a segurança dos dados bancários e informações dos cidadãos em seus smartphones, mas isso pode ser feito com maior rigor coibindo os assaltos, por exemplo”, comenta Alden.

    Contradições

    Para o deputado federal Capitão Alden, a gestão Lula mais uma vez tira o foco do problema e tenta tratar a temática da Segurança Pública de maneira errada. O militar baiano lembra que o Governo Federal cortou R$ 708 milhões da verba da Segurança Pública do orçamento previsto para 2024.

    “Tentar tratar o sintoma e não a doença! Isso é o que vemos no desgoverno Lula. Esse é o mesmo que defendeu que o jovem rouba um celular para ‘tomar uma cervejinha’. Agora com uma medida paliativa tenta enganar a opinião pública. Será que o povo quer bloquear seu celular roubado ou na verdade não quer ser roubado? Essa resposta é óbvia”, pontua Alden.