Cunha propõe acordo para renunciar à presidência da Câmara

    Temer se mobilizou pessoalmente para fazer valer a demanda do deputado e designou alguns de seus principais ministros para a tarefa

    Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

    O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) avisou a aliados que vai renunciar ao cargo de presidente da Câmara se o Palácio do Planalto conseguir unificar partidos, como o PSDB e o DEM, em torno de um nome autorizado por ele e seus aliados para sucedê-lo no comando da Casa, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

    O parlamentar externou sua posição pessoalmente ao presidente interino, Michel Temer, na reunião que teve com ele no último domingo (26). Após a conversa, Temer se mobilizou pessoalmente para fazer valer a demanda de Cunha e designou alguns dos seus principais ministros para a tarefa de convencer o bloco liderado pelos tucanos a não se opor a um acordo com os aliados do deputado.

    Líderes do PSDB passaram os últimos dias reunidos com siglas aliadas, como o DEM, o PSB e o PPS, na tentativa de fechar uma posição única. A conversa de cúpula emergiu a proposta de uma trégua em torno do nome que será lançado agora para substituir Cunha desde que, em 2017 — quando haverá nova eleição para a presidência da Câmara para um mandato de dois anos —, o PMDB, partido de Temer e do deputado afastado, apoie o postulante lançado pelo grupo para o cargo.

    Não há, entretanto, consenso entre os parlamentares que integram as bancadas. Alguns integrantes do PSDB têm dito que, se o partido de fato decidir não lançar um nome para se contrapor ao indicado pelos aliados de Cunha agora, irão expor a divergência. O bloco, segundo a reportagem, avalia que o partido não pode se submeter ao desgaste de qualquer vinculação com Cunha, nem mesmo em nome de um aceno a Temer ou da próxima disputa pelo comando da Casa, em 2017.