O Ibovespa (IBOV) o principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,87%, aos indo aos 122.707,28 pontos, uma perda 1.072 pontos. O dólar comercial mais uma vez subiu, agora com 1,07%, a R$ 5,20. Os DIs (juros futuros) também avançaram com consistência e por toda a curva, de acordo com informações do portal InfoMoney.
O Federal Reserve soltou o Livro Bege, documento acerca das condições econômicas quando da última reunião do comitê de política monetária. Sem novidades. O texto fala que a “atividade econômica continuou a se expandir desde início de abril até meados de maio”, o que não é surpresa, já que os dados comprovam isso.
O documento trouxe a informação “de que a expansão da economia continua forte, nada de diferente do que vemos representados na divulgação de dados como CPI e PPI, o que faz com que cada vez mais a possibilidade de apenas um corte ou até mesmo nenhum corte na taxa de juros nos EUA em 2024 ganhe força. Mas não acredito que esse dado tenha trazido qualquer tipo de surpresa para o mercado”, disse Anderson Silva, especialista em mercado de capitais e sócio da GT Capital.
Bolsas adotam cautela antes de PCE na sexta
O que segura os mercados tem um nome: prudência. Amanhã, os Estados Unidos (EUA) divulgam nova preliminar do PIB trimestral e, na sexta, o temido PCE, o índice de inflação de consumo pessoal, que o Fed considera o mais importante em termos de orientação para política monetária.
Independente do que os números mostrarão, ano Brasil a prudência precisou ser reforçada pelo fato de amanhã ser feriado de Corpus Christi por aqui e não haver pregão. Uma posição de defesa nos negócios previne sobre qualquer surpresa que os números possam trazer. Daí, aliado à conjuntura internacional, o Ibovespa fez mesmo foi cair, a despeito de dados mistos recebidos hoje.
No mercado de trabalho, só boas notícias, pelo menos na manchete. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,5% no trimestre encerrado em abril de 2024, sem variação estatisticamente significativa frente ao trimestre encerrado em janeiro de 2024, quando esse percentual estava em 7,6%. A taxa ficou abaixo dos 8,5% registrados no mesmo trimestre móvel de 2023. É a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em abril desde 2014, quando o indicador estava em 7,2%.
A PNAD Contínua mostrou ainda que a população ocupada chegou a 100,8 milhões. Mesmo sem variação significativa no trimestre, esse contingente cresceu 2,8% na comparação anual, o que equivale a mais 2,8 milhões de postos de trabalho frente ao mesmo trimestre móvel de 2023.

