Ibovespa cai com inflação ao produtor dos EUA e preocupações fiscais no radar

    Investidores continuam monitorando situação fiscal do Brasil após fala do presidente Lula na quarta-feira (12) não agradarem mercado

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    O Ibovespa (IBOV) operou em queda nesta quinta-feira (13), diante das preocupações com o cenário fiscal do Brasil. Investidores também reagiram aos novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos (EUA). Dólar caiu 0,08%, a R$ 5,40, de acordo com informações do portal Bloomberg Línea.

    Os investidores hoje continuam a monitorar a situação fiscal do Brasil após falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira (12) não agradarem o mercado.

    Em evento ontem no Rio de Janeiro, Lula disse que o seu governo vai buscar um compromisso fiscal por meio do aumento da arrecadação e da redução da taxa de juros, sem mencionar ajustes pelo lado dos gastos. E disse que espera reduzir a dívida pública sem comprometer a capacidade de investimento do país.

    Nos Estados Unidos, hoje foram divulgados dados sobre a inflação ao produtor dos EUA de maio, que apresentou a maior queda desde outubro de 2023.

    O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) para demanda final caiu 0,2% em maio em relação ao mês anterior, valor inferior a todas as estimativas em uma pesquisa da Bloomberg com economistas. Em comparação com um ano atrás, o PPI subiu 2,2%, mostraram os dados do Bureau of Labor Statistics.

    No Brasil, foram divulgados dados sobre o varejo. As vendas do varejo ampliado de abril caíram 1%, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo da projeção do mercado, de 0,3%. “Apesar da queda do varejo ampliado em abril, acreditamos que o comércio ainda deve contribuir positivamente para o crescimento da atividade econômica neste ano. Vale lembrar que a pesquisa de abril ainda não captou o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul para a atividade econômica. Teremos mais clareza sobre as consequências da tragédia ambiental na próxima pesquisa”, disse Claudia Moreno, economista do C6 Bank.