De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (10), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrado em maio na Região Metropolitana de Salvador (RMS) foi de 0,58%, abaixo dos 0,63% de abril.
Apesar disso, o índice ficou acima do registrado no Brasil como um todo (0,46%) e foi o quinto mais alto entre os 16 locais pesquisados separadamente pelo IBGE, abaixo dos valores da RM de Porto Alegre/RS (0,87%), em São Luís/MA (0,63%), na RM Belo Horizonte/MG (0,63%) e em Aracaju/SE (0,60%). Apenas o município de Goiânia/GO teve deflação no mês (-0,06%).
Com o resultado, o IPCA da RM Salvador acumula alta de 2,49% de janeiro a maio de 2024 e segue acima do índice nacional (2,27%), sendo o 5º mais elevado entre os 16 locais. Ainda assim, está abaixo do registrado no mesmo período de 2023 (3,23%).
Levando em conta os 12 meses encerrados em maio, a inflação na RM Salvador acumula alta de 3,73%. Apesar de ter acelerado (em abril, esse acumulado estava em 3,49%), segue menor do que a verificada no mesmo período de 2023 (4,21%) e é a sexta mais baixa do país, mantendo-se menor do que o índice do Brasil como um todo (3,93%).
ALIMENTOS E HABITAÇÃO PUXAM INFLAÇÃO DE MAIO
Com altas em 7 dos 9 grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, a inflação de maio na RMS foi puxada por aumentos em habitação (1,31%) e alimentação (0,59%).
O maior aumento e o principal impacto para cima no índice geral no mês vieram do grupo habitação (1,31%), que mostrou o quarto avanço médio consecutivo nos preços.
O grupo foi impactado, principalmente, pela alta de preços da energia elétrica residencial (3,67%), item que exerceu a maior pressão inflacionária na RMS. O aumento do gás de botijão (0,71%) também foi relevante para o resultado.
Mesmo com o quarto maior aumento, o grupo alimentação e bebidas (0,59%) teve a segunda maior influência na alta geral de preços da RM Salvador, em maio, por ser aquele com o maior peso na composição do índice de inflação.
O sexto aumento consecutivo dos preços dos alimentos foi puxado pela alta dos tubérculos, raízes e legumes (11,52%), em especial da batata-inglesa (30,98%), item que mais aumentou no mês, da cebola (8,52%) e do tomate (7,70%).
Todos os 10 produtos ou serviços cujos preços mais aumentaram em maio foram alimentos, liderados pela batata-inglesa, o mamão (13,41%) e a batata-doce (12,80%).
Por outro lado, os cereais, leguminosas e oleaginosas (-3,18%) e as frutas (-1,48%) registraram importantes quedas de preço, com a banana-prata (-12,70%) apresentando a maior deflação na RMS, em maio, e exercendo a principal influência no sentido de frear a alta geral de preços na região.
Dos dois grupos que não apresentaram aumento geral de preços, em maio, na RM Salvador, despesas pessoais (0,00%) teve estabilidade e artigos de residência (-0,38%) registrou deflação (queda média de preços), puxada pelos itens de mobiliário (-1,87%), como o móvel para o quarto (-2,44%).

