‘Inadmissível que canal de comunicação pública faça defesa pessoal’, diz Me Too

    Organização Me Too criticou uso dos canais de comunicação oficiais do Ministério dos Direitos Humanos no episódio envolvendo o ministro da pasta, Silvio Ameida

    Foto: Agência Brasil

    A organização Me Too Brasil manifestou repúdio à nota publicada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) em canal oficial de comunicação, contra organização da sociedade civil que atua em defesa de sobreviventes de violência sexual.

    Em nota divulgada nesta sexta-feira (6), a ONG disse considerar “inadmissível que os canais oficiais de comunicação pública sejam utilizados para a defesa pessoal de qualquer autoridade, especialmente em situações que demandam apuração”, afirmou a organização.

    A pasta usou os canais de comunicação oficiais em meio à defesa que o ministro Silvio Almeida faz das acusações de assédio sexual. Na nota, o MDHC alegou que a entidade tem histórico “controverso”. A coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles, divulgou as denúncias do Me Too com exclusividade nessa quinta (4).

    Segundo o Me Too, a nota publicada pela pasta “desvia o foco da grave denúncia veiculada pela mídia: que o Me Too Brasil recebeu relatos de vítimas de assédio sexual praticado por autoridade de alto escalão do Governo Federal”.