Wagner minimiza tensão do PT com o PSD e diz que aliança é ‘indissolúvel’

    Senador afirma que hipótese de rompimento com Otto não existe e defende manutenção do grupo na Bahia

    Foto: Carolina Papa/Bahia.ba
    Foto: Carolina Papa/Bahia.ba

    O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que a aliança entre PT e PSD na Bahia é “histórica e indissolúvel”, e descartou qualquer possibilidade de rompimento com o partido comandado no estado pelo senador Otto Alencar.

    “A hipótese de rompimento não existe. O PSD não está preterido. Otto é nosso senador, recém-eleito. A relação com ele ultrapassa a política. Estive ontem à noite com Kassab [presidente nacional do PSD], que me chama de fundador do partido aqui. Eles cresceram muito junto conosco”, declarou Wagner durante evento de reforma e ampliação do Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), no bairro do Pau Miúdo, em Salvador.

    A declaração ocorre após Otto afirmar, em entrevista, que “não haveria problema nenhum” em romper com o governo Jerônimo Rodrigues (PT) caso o PSD seja excluído da chapa majoritária nas eleições de 2026.

    Wagner minimizou o tom. “A aliança que temos na Bahia é uma família política. Como toda família que cresce, às vezes é preciso fazer ajustes, mas não há racha”, afirmou.

    O senador também rejeitou que pesquisas eleitorais sejam critério para definição da chapa. “Não me balizo por isso. Ganhei saindo lá de trás, Rui ganhou saindo lá de trás, Jerônimo também. E Lula, em 2005, diziam que estava morto, e se reelegeu em 2006. Tem muita gente que vai queimar a língua até lá, muita água vai rolar”, disse.

    Wagner defendeu que o grupo político liderado pelo PT na Bahia tem reconhecimento popular. “Estamos aqui ampliando mais um hospital, quase uma inauguração, com investimento de mais de R$ 70 milhões. São 180 leitos, sendo 39 UTIs, inclusive infantil. A população reconhece esse trabalho, e acredito que seguiremos juntos”, afirmou.