Com juros mais altos, Lula apresenta novo Plano Safra 2025/2026; confira as mudanças

    Apesar de aumento nominal no valor total, plano tem redução real e elevação nas taxas de juros em diversas linhas de financiamento

    Foto: Ricardo Stuckert/PR

    O governo federal anunciou o Plano Safra 2025/2026 com um total de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial. Do montante, R$ 414,7 bilhões serão voltados para linhas de custeio e R$ 101,5 bilhões para investimentos.

    Na safra anterior, os valores foram de R$ 293,29 bilhões para custeio e R$ 107,3 bilhões para investimentos. Apesar do aumento nominal em relação ao plano passado (que foi de R$ 508 bilhões no total), em valores reais — corrigidos pela inflação — houve uma redução no volume de recursos.

    O aumento na taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 15% ao ano (ante 10,5% na época do lançamento do plano anterior), obrigou o governo a elevar o custo do crédito rural nesta edição.

    As taxas de juros subiram em até 2 pontos percentuais em diversas linhas de financiamento. No Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), por exemplo, a taxa passou de 8% para 10%.

    Confira a comparação das taxas de juros entre os Planos Safra:

    • Pronamp (Médios Produtores)

      • 2024/2025: 8%

      • 2025/2026: 10%

    • RenovAgro e PCA (Armazenagem)

      • 2024/2025: 8,5%

      • 2025/2026: 10%

    • PCA (até 12.000 toneladas)

      • 2024/2025 (até 6.000 toneladas): 7%

      • 2025/2026: 8,5%

    • Custeio Empresarial

      • 2024/2025: 12%

      • 2025/2026: 14%

    • Moderfrota

      • 2024/2025: 11,5%

      • 2025/2026: 13,5%

    • RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens

      • 2024/2025: 7%

      • 2025/2026: 8,5%

    • Proirriga e Investimento Empresarial

      • 2024/2025: 10,5%

      • 2025/2026: 12,5%

    • Prodecoop e Procap-Agro

      • 2024/2025: 11,5%

      • 2025/2026: 13,5%

    • Moderfrota Pronamp

      • 2024/2025: 10,5%

      • 2025/2026: 12,5%

    Em meio às críticas do setor agropecuário sobre o encarecimento do crédito, o governo defende o plano como um avanço para a segurança alimentar e a sustentabilidade da produção no país.