Tentativa de cassar mandato de Hamilton Assis é estratégia extremamente racista, diz vereadora

    Eliete Paraguassu acredita que o Conselho de Ética está usando "estratégia extremamente racista"

    Foto: Carolina Papa / bahia.ba

    “Isso é perseguição política a um vereador negro, que ousa ocupar aquele espaço, que sempre foi negado para a gente e a gente sabia que não seria fácil”. A declaração é da vereadora Eliete Paraguassu (Psol), criticando a iniciativa do Conselho de Ética da Câmara Municipal de Salvador (CMS), que tenta cassar o mandato do correligionário, vereador Hamilton Assis.

    Paraguassu afirmou que “Hamilton é mais um instrumento de luta naquele espaço”. A edil disse que já sabia que haveria perseguição e defendeu o psolista.

    “Ao usar de uma estratégia que nunca existiu. Hamilton não estava no dia do ato, ele chegou depois. E esses argumentos não vão convencer a sociedade, porque é um argumento raso de querer perseguir, de querer caçar o mandato de um homem como Hamilton, que tem feito, ao longo desses anos, uma história de luta pela educação do nosso povo, sobretudo do povo negro, que de fato ia incomodar muita gente”, declarou Eliete, que marcou presença nos festejos do 2 de Julho, em Salvador, nesta quarta-feira (2).

    A vereadora acredita que o Conselho de Ética está usando “estratégia extremamente racista”. “A gente sabia que eles iam usar de artifícios e de estratégia extremamente racista, preconceituosa, para querer perseguir mesmo o nosso candidato. Então, nesse sentido, a gente tem aí feito a luta na defesa do nosso vereador, para dizer que há luta e haverá luta na defesa da educação na Bahia e em Salvador”, disparou Paraguassu.