Sem recursos para gerir seca, secretário ‘antecipa’ demissão

    Adriano Pereira Júnior foi o responsável por firmar um acordo no qual os governadores ficavam encarregados de gerir os recursos

    secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, o general do Exército Adriano Pereira Júnior (Foto Agencia AL/SC)
    secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, o general do Exército Adriano Pereira Júnior (Foto Agencia AL/SC)
    secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, o general do Exército Adriano Pereira Júnior (Foto Agencia AL/SC)

     

    A decisão do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), de transferir a gestão dos recursos de combate à seca no nordeste dos governadores para o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) foi um dos motivos que levaram ao pedido de demissão do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, o general do Exército Adriano Pereira Júnior. A secretaria é ligada ao Ministério da Integração Nacional.

    Pereira Júnior estava no cargo desde outubro de 2013, no primeiro mandato de Dilma Rousseff. O general foi o responsável por firmar um acordo no qual os governadores ficavam encarregados de gerir os recursos para o combate à seca. “Foi apenas um dos problemas, mas não foi determinante para minha saída”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo o general, que se posicionou contra a medida.

    Pereira Júnior afirmou que tinha colocado o cargo à disposição desde que Temer assumiu a Presidência interinamente e que Helder Barbalho já tinha indicado que o demitiria. “Só resolvi antecipar”, disse.