Criador do termo ‘axé music’, Hagamenon Brito analisa novo álbum de Claudia Leitte

    Jornalista baiano destaca maturidade artística da cantora em “Especiarias”

    Foto: Reprodução/Redes Sociais @claudialeitte

    O jornalista e crítico musical Hagamenon Brito, conhecido por ter cunhado o termo “axé music” nos anos 1980, escreveu uma análise sobre o novo álbum de Claudia Leitte, “Especiarias”, lançado no último dia 3. No texto, Hagamenon classifica o trabalho como uma “bem-vinda e ensolarada novidade” na carreira da artista, que completa mais de 20 anos de trajetória.

    Para Brito, “Especiarias” representa um dos momentos mais consistentes da cantora, reunindo 15 faixas autorais inéditas e reafirmando sua liberdade criativa. Segundo ele, o disco é o melhor da carreira de Claudia e “um dos melhores da história da axé music”.

    Gravado ao longo de dois anos, o projeto tem produção musical de Juliano Valle e direção assinada por Luciano Pinto e pela própria artista. O álbum traz uma mistura de pop, samba, pagodão, ijexá, axé e baladas românticas, explorando diferentes vertentes da música brasileira com uma sonoridade contemporânea.

    As quatro primeiras faixas: “A Chave”, “Se Um Dia Chorei”, “Especiarias” e “Nosso Clichê”, já estão disponíveis nas plataformas digitais. O restante será lançado até março de 2026. A capa, criada pelo fotógrafo Dodo Villar e pelo artista Muricy, reforça o conceito de brasilidade e celebra a arte feita à mão, sem o uso de inteligência artificial.

    Em fala reproduzida por Hagamenon, Claudia reflete sobre o processo de criação do álbum:

    “Quis pensar, antes de tudo, na minha relação de prazer, alegria e positividade com a música, sem pensar nas razões do mercado. Esse amadurecimento a gente só consegue com o tempo mesmo”.

    Em sua análise, Hagamenon Brito aponta “Especiarias” como um marco de maturidade na trajetória de Claudia Leitte e da própria axé music, gênero que ele ajudou a nomear e que segue em constante reinvenção.