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Publicado em 24/02/2026 às 15h45.

OPINIÃO: Números comprovam saúde financeira da Bahia

Bahia fecha 2025 com equilíbrio fiscal, dívida controlada e investimentos em nível recorde, contrariando previsões alarmistas

Manoel Vitório
Secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório (Foto: Divulgação)

 

A Bahia encerrou 2025 com as contas equilibradas, a dívida sob controle e um volume de investimentos que alcançou patamar recorde. Os números do exercício desmontam leituras apressadas e previsões alarmistas que, mais uma vez, não resistiram ao confronto com a realidade fiscal.

Mesmo diante de um cenário econômico nacional adverso na gestão federal anterior à do presidente Lula, o Estado manteve o equilíbrio das contas públicas. O resultado decorre de uma gestão baseada na qualificação do gasto público, no fortalecimento da arrecadação e na modernização dos instrumentos de controle, sem recorrer a soluções improvisadas ou de curto prazo. A combinação entre responsabilidade fiscal e planejamento tem garantido previsibilidade às finanças estaduais.

O endividamento segue como um dos principais indicadores da solidez desse modelo. Em dezembro de 2025, a dívida consolidada líquida da Bahia correspondeu a 36% da Receita Corrente Líquida, índice inferior ao registrado no ano anterior e amplamente distante do limite de 200% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Trata-se de um patamar seguro, que afasta qualquer risco de desequilíbrio estrutural, apesar das tentativas de construir narrativas em sentido contrário.

Ao mesmo tempo, os investimentos públicos atingiram R$ 20,2 bilhões desde 2023, o maior volume já registrado no Estado. Desse total, apenas R$ 5,4 bilhões tiveram origem em operações de crédito. A maior parte dos recursos, cerca de R$ 15 bilhões, foi financiada com recursos próprios, evidenciando a capacidade de investimento sustentada pelo caixa estadual. O crescimento dos investimentos ocorreu sem pressionar a dívida, graças a amortizações regulares e a uma política financeira prudente.

Outro aspecto relevante tem sido o uso criterioso de operações de crédito para substituir dívidas mais caras por outras com condições mais favoráveis. A estratégia reduz o custo financeiro ao longo do tempo e reforça a sustentabilidade da dívida, prática comum em gestões responsáveis, embora frequentemente ignorada em análises superficiais.

Os resultados de 2025 ganham ainda mais relevância quando observados à luz do contexto enfrentado pelos estados brasileiros. Nos últimos anos, mudanças normativas e o ambiente macroeconômico impactaram fortemente as finanças estaduais. Alterações no regime do ICMS em 2022 provocaram perdas expressivas de arrecadação, superiores a R$ 100 bilhões no conjunto dos estados. Em 2025, a desaceleração da atividade econômica e da inflação reduziu o crescimento das bases tributárias e limitou o desempenho da arrecadação.

Ainda assim, a Bahia fechou o exercício com desempenho fiscal consistente. O desafio para 2026 será manter o equilíbrio das contas sem comprometer a capacidade de investimento, assegurando a continuidade de políticas públicas e a ampliação de serviços essenciais. Os dados são claros e objetivos — mesmo que insistam em contrariar expectativas criadas mais no discurso do que nos números.

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