Gasolina sobe pela segunda vez em março e chega a R$ 7,49 em Salvador

    Governo federal aciona Cade para investigar possíveis práticas abusivas

    Foto: Reprodução/TV Bahia

    O preço da gasolina comum registrou nova alta na Bahia nesta terça-feira (10), atingindo o preço de R$ 7,49 em postos de Salvador. Este é o segundo reajuste no estado em apenas cinco dias, acumulando uma alta superior a R$ 0,50 por litro desde o início de março.

    A Acelen, concessionária responsável pela Refinaria de Mataripe, informou que o preço de venda para as distribuidoras subiu 7,5%, passando de R$ 2,8845 para R$ 3,1018. Segundo a empresa, o valor é o mais alto praticado desde outubro de 2025.

    A companhia justificou o aumento citando variáveis de mercado, como a cotação do petróleo, o valor do dólar e custos de frete. Em nota, a Acelen reforçou que os contratos com os revendedores preveem ajustes baseados em critérios de transparência e cenários econômicos globais.

    O impacto nas bombas varia conforme o bairro da capital baiana. Na Avenida Pinto de Aguiar, o litro chegou a R$ 7,49, enquanto na Avenida Paralela foram encontrados postos comercializando o combustível a R$ 6,73. Em Feira de Santana, o preço médio após o aumento ficou em R$ 6,73.

    Confira histórico de preços na refinaria:

    – 26/02/2026: R$ 2,5845
    – 05/03/2026: R$ 2,8845
    – 10/03/2026: R$ 3,1018

    Investigação

    Diante da escalada de preços em diversos estados, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, oficiou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possíveis práticas abusivas.

    Além da Bahia, a investigação abrange o Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. O pedido ocorre após sindicatos relatarem aumentos por parte das distribuidoras, mesmo sem anúncios oficiais de reajuste por parte da Petrobras em suas unidades.

    O SindiCombustíveis Bahia e outras entidades do setor manifestaram preocupação com o cenário internacional. De acordo com os sindicatos, os conflitos no Oriente Médio envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos têm pressionado o valor do barril de petróleo, gerando reflexos diretos no mercado brasileiro e riscos de desabastecimento em algumas regiões do país.