Reponsável pelas contratações, o diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, foi questionado sobre as contratações feitas pelo clube na primeira janela de transferências de 2026 e fez uma avaliação dos reforços que chegaram até aqui. O Tricolor trouxe para o elenco o atacante uruguaio Kike Olivera, emprestado pelo Grêmio; Everaldo, que retornou ao clube; e o centroavante argentino Alejo Véliz, adquirido junto ao Tottenham Hotspur.
Apesar de reconhecer as críticas, Santoro afirmou que discorda de parte das avaliações sobre o trabalho realizado. “Estamos passando por um momento de construção. Entendo que o torcedor quer o resultado de imediato e eu sou a pessoa que mais quero o resultado de imediato. Pode ser que tudo o que a gente construa, o próximo diretor possa ganhar mais títulos, porque a gente pavimentou o processo”, disse o dirigente, em entrevista ao BAR FC, no YouTube.
O dirigente também relembrou o ano de 2023, considerado um dos mais desafiadores desde a chegada do City Football Group (CFG) à gestão do clube, quando o Bahia lutou contra o rebaixamento para a Série B até a última rodada do Campeonato Brasileiro Série A. “Fizemos 25 contratações na primeira janela. Era uma mudança de perfil”, afirmou.
Cadu ainda fez mea-culpa ao comentar a contratação do técnico português Renato Paiva, destacando que o treinador não conhecia o futebol brasileiro naquele momento. “Não quer dizer que não tivesse a capacidade, mas era muito difícil e a janela era muito longa naquele período […] fizemos um planejamento para se manter na Série A sem sustos, mas não foi o que aconteceu e quando isso não acontece é um erro. Tem um erro de planejamento e tínhamos que olhar e entender o que aconteceu”, detalhou.
Sobre a temporada de 2024, Santoro citou a manutenção de jogadores importantes no elenco, como Everton Ribeiro, Jean Lucas, Caio Alexandre e Nicolás Acevedo. “A gente vem tentando melhorar o elenco a cada ano. Foi um processo, só que eu entendo e gostaria muito que sempre que fizesse uma contratação o torcedor se identificasse, conhecesse, gostasse, entendesse, mas não necessariamente isso não acontece”, ressaltou.
O diretor também relembrou a chegada do lateral-esquerdo Luciano Juba, ex-Sport, que chegou ao Bahia com status de jogador de Série B, mas hoje desponta como um dos destaques da posição no país. Segundo Santoro, o atleta é fundamental na forma de jogar da equipe.
“Existem situações diferentes como a do Everton [Ribeiro], que impacta, que o torcedor lota o aeroporto. Em alguns momentos chegarão atletas que o aeroporto não lota, mas parte do nosso trabalho, se a gente ainda não tem a capacidade por um termo de receita, de folha, se a gente ainda não está num nível que possamos competir com as contratações mais caras da janela, e eu acho que isso vai acontecer, não a curto prazo, mas a hora que o clube tiver uma capacidade de receita mais alta, nós vamos brigar por esses atletas”, enfatizou Santoro.

