EXCLUSIVO

    ‘Fazendo Meu Filme’ no cinema: Paula Pimenta abre bastidores e fala sobre nova geração

    Autora comenta adaptação para as telas e impacto dos livros entre jovens leitores

    Foto: Divugação

    A escritora Paula Pimenta, autora da série Fazendo Meu Filme, participou da Bienal do Livro da Bahia 2026 neste sábado (18) e falou sobre a adaptação de suas obras para o audiovisual, além da relação com novas gerações de leitores.

    Sobre a chegada de Fazendo Meu Filme ao cinema, a autora destacou o cuidado em manter a essência da história, apesar das mudanças necessárias para a linguagem audiovisual.

    “Eu tentei preservar o máximo possível. ‘Fazendo meu filme’ eu não escondo que é o meu queridinho, então, foram só mudanças que realmente tiveram que fazer, mas a questão do audiovisual mesmo. Por exemplo, a Fanny, a gente lê os pensamentos dela, meus livros são em primeira pessoa, então a gente teve que transformar várias coisas para a ação, para não ficar aquilo ali voz em off”, explicou.

    Ela ainda ressaltou que, mesmo com adaptações, o projeto se mantém fiel à obra original. “A gente mostrou muita coisa aqui no livro, a gente só lia a cabeça dela, e algumas coisinhas a gente teve que agilizar, mas é o meu filme mais fiel, com certeza. Toda a essência do livro está ali”, afirmou.

    Ao analisar o comportamento das novas gerações, Paula observou mudanças na forma como os jovens vivem o amor. “Eu acho que hoje em dia tudo é mais instantâneo, as mensagens são mais ágeis… Antigamente as pessoas mandavam e-mails e, mais antigamente ainda, cartas. Hoje em dia tudo é acelerado”, disse.

    Apesar disso, ela percebe um movimento de resgate do romantismo. “Às vezes eu vejo quem está entrando na adolescência agora lendo meus livros e falam assim: ‘nossa, eu quero esse romantismo aqui’, então acho que falta resgatar um pouquinho esse romantismo”, completou.

    A autora também comentou sobre o papel de suas obras como porta de entrada para a leitura entre jovens. “Eu fico muito feliz, muitos pais falam pra mim: ‘nossa, você tirou minha filha da internet, do celular, como é que você fez isso?’”, contou.

    Segundo ela, o segredo está em aproximar a linguagem dos livros da realidade dos leitores. “Eu levei a internet pros livros também, porque os meus personagens são personagens dos dias de hoje, então eles se comunicam por mensagens de texto de celular”, explicou.

    Paula ainda defendeu que o hábito da leitura pode ser desenvolvido com o tempo. “Eu acho que não existe o leitor, a pessoa que não gosta de ler. Existe a pessoa que ainda não descobriu aquilo que ela gosta de ler”, afirmou.

    Para a escritora, encontrar o livro certo pode transformar a relação com a leitura. “Tem sempre aquela porta de entrada. Então as pessoas têm que dar uma chance […] Eu fico feliz que os meus tenham sido, e ainda são, porta de entrada para tanta gente nesse universo”, concluiu.

    Artigo anteriorEliana Alves Cruz destaca força da literatura na Bienal da Bahia…
    Próximo artigoCena polêmica em clipe de Anitta viraliza e cantora se explica: ‘Tudo…
    João Lucas Dantas
    Jornalista com experiência na área cultural, com passagem pelo Caderno 2+ do jornal A Tarde, Viva Comunicação Interativa, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador e portal Bahia Econômica. Atualmente, é repórter de Cultura no bahia.ba. Contato: jlucas9915@gmail.com
    Edgar Luz
    Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.