Como os próximos jogos podem recolocar o Bahia na briga de cima do Brasileirão
Com o calendário apertado, a disputa do Brasileirão ganha corpo

Fonte: Wikimedia Commons
A derrota por 2 a 0 para o Flamengo no Maracanã freou o embalo do Bahia, mas não mudou o tamanho da oportunidade que o time tem pela frente no Campeonato Brasileiro. Mesmo depois do tropeço na 12ª rodada, o clube segue no grupo de cima da tabela e ainda entra nesta próxima sequência com margem para recuperar terreno rapidamente. Na classificação atual, o Bahia aparece em quinto lugar, atrás de Palmeiras, Flamengo, Fluminense e São Paulo.
Com o calendário apertado e a disputa do Brasileirão ganhando corpo, o torcedor costuma acompanhar números, retrospectos, tabelas e o momento dos clubes em plataformas esportivas e também nos Melhores sites de apostas, especialmente quando uma sequência de jogos pode mudar o rumo da campanha.
No caso do Bahia, esse contexto ganha peso extra porque os próximos compromissos no Brasileirão oferecem um recorte bem claro da campanha. Depois do revés no Rio, o time tem pela frente Santos e Grêmio na Fonte Nova, depois visita o São Paulo no Morumbis e volta a Salvador para encarar o Cruzeiro. É uma série que pode tanto consolidar o Bahia no pelotão da frente quanto empurrar a equipe para uma zona mais apertada da tabela.
Dois jogos em Salvador para recuperar confiança
O primeiro ponto que torna essa sequência importante é o fator casa. O Bahia terá dois jogos seguidos como mandante no Brasileirão: Santos, no sábado, 25 de abril, às 18h30, e Grêmio, na terça-feira, 28 de abril, às 18h, ambos Arena Fonte Nova. Para um time que tenta se manter perto do G-4, transformar esse trecho em pontos é quase obrigação.
Também há um componente de contexto nos adversários. O Santos aparece como um rival que vem cercado de pressão desde o ano passado, depois de lutar contra a parte de baixo da tabela em 2025 e passar por mudança de comando técnico. Em um calendário como o do Brasileirão, confrontos assim costumam ter peso duplo: valem pela pontuação imediata e pela chance de impedir que um adversário direto reaja. Jogando em Salvador, o Bahia entra nesse duelo com cenário favorável para resposta.
Contra o Grêmio, a exigência tende a ser diferente. É um jogo que cobra mais controle emocional e mais capacidade de competir em 90 minutos de nível alto, porque envolve um adversário tradicional e historicamente mais pesado. Se o Bahia conseguir sair desses dois compromissos com uma boa pontuação, a derrota para o Flamengo perde parte do peso e a equipe volta a olhar para cima com mais naturalidade.
São Paulo e Cruzeiro devem medir o tamanho da arrancada
Depois da sequência em casa, o Bahia vai para o Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista enfrentar o São Paulo no dia 3 de maio, às 16h. Pela configuração atual da tabela, esse é justamente o tipo de confronto que ajuda a medir ambição real no campeonato. O São Paulo aparece imediatamente acima do Bahia na classificação, o que transforma a partida em duelo direto por posição e por espaço entre os primeiros colocados.
Na rodada seguinte, o time volta para casa para receber o Cruzeiro, no dia 9 de maio, às 21h. A combinação entre Santos, Grêmio, São Paulo e Cruzeiro desenha uma série com perfis diferentes de adversário, mas com um traço em comum: são jogos que podem reposicionar rapidamente a campanha. Quem vence duas ou três partidas em sequência nesse ponto do campeonato muda de patamar; quem tropeça demais começa a jogar mais para se proteger do que para crescer.
É por isso que esse trecho do calendário parece tão relevante. Não se trata apenas de “bons jogos pela frente”, mas de uma janela concreta para o Bahia reafirmar que a presença na parte de cima da tabela não é circunstancial. O time já mostrou capacidade de competir em 2026, e agora precisa transformar isso em pontuação diante de adversários que ajudam a definir o tamanho da campanha.
A briga de cima pede resposta rápida
O Campeonato Brasileiro costuma apertar muito cedo para quem quer permanecer entre os primeiros. A derrota no Maracanã mostrou que o Bahia ainda pode sofrer contra adversários de maior força individual, mas também deixou claro que a tabela seguinte oferece chance real de recuperação. Em vez de uma sequência travada por viagens longas ou confrontos consecutivos contra candidatos mais óbvios ao título, o time terá uma combinação equilibrada entre mando de campo e duelos acessíveis para retomar fôlego.
Se fizer valer a Fonte Nova contra Santos e Grêmio, o Bahia pode chegar ao jogo com o São Paulo em condição de atacar uma posição mais alta. E, se sustentar essa reação até o compromisso diante do Cruzeiro, a leitura da campanha muda completamente. O que hoje parece apenas um bom início pode virar, em poucas rodadas, uma presença consolidada na briga de cima do Brasileirão.
No fim, é esse tipo de sequência que costuma separar campanhas estáveis de campanhas realmente competitivas. O Bahia já mostrou que consegue frequentar a parte alta da tabela. Agora, os próximos jogos dirão se o time vai apenas permanecer por perto ou se tem força para transformar esse bom momento em disputa mais séria entre os primeiros.
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