Publicado em 26/05/2026 às 16h19.

Kiki Bispo defende exoneração de Léo Kret e prevê acordo por emendas com a oposição

Líder do governo na Câmara de Salvador afirma que afastamento de diretora da Semur garante 'tranquilidade para defesa'

Otávio Queiroz / André Souza
Foto: André Souza/bahia.ba

 

O líder da bancada governista na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Kiki Bispo (União Brasil), defendeu a decisão da gestão municipal de afastar Léo Kret do cargo na Secretaria Municipal de Reparação, após a operação que colocou o nome da ex-vereadora em um esquema criminoso com supostos desvios de recursos públicos destinados a entidades carnavalescas e Paradas LGBTI+, Kiki Bispo

“Eu não conheço aquilo que está contido nos autos, mas a medida cautelar é uma praxe da gestão. Quando você tem algum levantamento nesse sentido, o melhor caminho é exonerar, e isso foi feito para que a pessoa possa ter tranquilidade de se defender”, pontuou o líder governista, ressaltando o direito ao contraditório e colocando a estrutura da Prefeitura à disposição do MP-BA para dirimir dúvidas.

Diálogo sobre emendas e cobrança a Jerônimo

Sobre a aguardada reunião desta quarta-feira com a bancada de oposição, articulada após cobranças públicas do líder oposicionista Randerson Leal (Podemos), Kiki Bispo exaltou o que chamou de “caráter democrático” do prefeito Bruno Reis (União Brasil). O encontro contará com a presença do presidente da CMS, do próprio líder do governo e dos presidentes das comissões de Justiça e de Orçamento.

O vereador aproveitou o gancho para alfinetar o governador Jerônimo Rodrigues (PT), sugerindo que o Estado deveria seguir o exemplo de diálogo da capital.

“O prefeito recebe a todos quando solicitado. Acho que essa reunião será um exemplo para que o governador possa receber os vereadores da capital, falo isso pelos vereadores da base do governo [estadual] aqui na Câmara Municipal”, disparou.

Impasse legal e alternativas para o orçamento

Embora a oposição cobre o pagamento imediato das emendas impositivas de 2025 e 2026, Kiki Bispo ponderou que há barreiras técnicas apontadas pela Comissão de Orçamento da Casa, que alega falta de previsão legal para o formato atual exigido. No entanto, o líder garantiu que o governo municipal está empenhado em encontrar uma alternativa jurídica.

“Amanhã as coisas serão esclarecidas. O presidente da Comissão de Orçamento tem sido muito claro em dizer que essa emenda impositiva não tem previsão legal, mas isso não quer dizer que a gente não encontre um caminho”, explicou Bispo.

Como solução, o parlamentar acenou com a possibilidade de incluir um dispositivo específico na Lei Orçamentária Anual (LOA) no fim deste ano para abrigar os pedidos de todos os vereadores. ”

O próprio prefeito Bruno Reis já falou que acolhe diversos pedidos da oposição, são vários. Estar legalizado ou não, para ele, não faz diferença do ponto de vista do atendimento à cidade”, concluiu o líder governista.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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