Robinson rebate ACM Neto e acusa adversário de buscar ‘bode expiatório’

    Deputado do PT reage às críticas sobre educação e segurança do ex-prefeito de Salvador

    Foto: Luana Neiva / bahia.ba

    O deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu, nesta terça-feira (2), declarações do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e criticou as recentes falas do ex-prefeito de Salvador sobre educação e segurança pública no estado. Segundo o parlamentar petista, não existe “aprovação automática” na rede de ensino, como apontado por Neto, e as críticas seriam parte de uma estratégia política sem fundamento prático.

    “Eu desconheço a aprovação automática. O que existe desde sempre é a recuperação de estudantes e a dependência. Esse é mais um factoide de um pré-candidato que não tem o que criticar do governo do Estado”, declarou Robinson. O deputado afirmou ainda que a tentativa de desgastar a imagem do governador Jerônimo Rodrigues (PT) por meio da pauta educacional já teria sido utilizada na eleição anterior.

    Para Robinson, ACM Neto volta a concentrar críticas em áreas sensíveis da gestão estadual, como educação e segurança, sem apresentar resoluções. “Essa crítica da educação como não colou na eleição passada, que ele começou a campanha. Dizendo que o governador Jerônimo é o pior secretário de educação do país”, disse.

    Ao comentar a situação da segurança pública na Bahia, Robinson avaliou que ACM Neto tenta encontrar um “bode expiatório” para um problema que, segundo ele, é nacional. “É uma questão nacional e ele, ao invés de colaborar e ajudar, fica criando factóide. Talvez sirva para ele pisar o pé na favela agora, na época da eleição”, afirmou.

    Robinson também elevou o tom ao criticar a postura de ACM Neto neste ano eleitoral e afirmou que o ex-prefeito não conhece as comunidades e ironizou viagens internacionais feitas pelo pré-candidato. “Nos anos imediatamente após a sua derrota, viajando para. Para a Europa, para os Estados Unidos, certamente não era para ver nenhuma experiência exitosa. Era talvez para gastar o dinheiro que o Banco Máster pagou a ele na consultoria”, criticou.