Caso Master aumenta pressão sobre permanência de Wagner na liderança do governo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a possibilidade

    Foto: Carlos Moura/Agência Senado

    A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18), intensificou a pressão política sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e reacendeu debates nos bastidores de Brasília sobre sua permanência na liderança do governo no Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a possibilidade.

    Embora Wagner não seja alvo direto dos mandados cumpridos pela PF, as investigações do caso Banco Master apuram supostas movimentações financeiras e patrimoniais envolvendo pessoas próximas ao parlamentar.

    Entre os pontos analisados estão transferências de recursos para uma empresa ligada à enteada do senador, além de possíveis vantagens patrimoniais que teriam sido concedidas por integrantes do grupo investigado.

    O avanço da operação também ampliou o foco sobre a relação entre empresários ligados ao Banco Master e agentes políticos. A PF busca esclarecer se houve atuação em favor de interesses da instituição financeira no Congresso Nacional.

    Apesar da repercussão do caso, o Palácio do Planalto não deu sinais de mudança na liderança do governo. Aliados de Wagner afirmam que o senador mantém a confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que os fatos deverão ser esclarecidos durante as investigações.