Polícia pede a Moraes autorização para ouvir Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz

    Ex-presidente poderá prestar depoimento por videoconferência

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) encaminhou, nesta quinta-feira (18), um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para que seja autorizado o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome durante uma blitz realizada no início da semana, em Brasília.

    No documento enviado ao ministro do STF, a corporação sugere que Bolsonaro seja ouvido por videoconferência na tarde da próxima quarta-feira (24), em razão das medidas cautelares impostas pelo STF e do fato de o ex-presidente cumprir prisão domiciliar humanitária. A Polícia Civil diz ainda que a tentativa de intimar o ex-presidente pessoalmente não teve sucesso por dificuldades para cumprir o procedimento.

    “A tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando”, informou a PCDF.

    O caso é apurado pela 15ª Delegacia de Polícia e envolve uma arma apreendida durante uma abordagem de rotina realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal na madrugada da última segunda-feira (15). O armamento estava em um veículo oficial conduzido pelo militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) cedido à Casa Civil para atuar na segurança do ex-presidente. 

    De acordo com os investigadores, uma consulta ao sistema do Exército confirmou que o armamento está registrado em nome de Bolsonaro. Embora a documentação da pistola estivesse regular, a arma foi apreendida porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) não estava sendo transportado junto com ao equipamento, como exigem as normas vigentes.