Publicado em 27/06/2026 às 10h32.

TRE-BA amplia presença feminina na Corte Eleitoral

Com três desembargadoras entre os sete integrantes do colegiado, Tribunal reforça representatividade no Judiciário

Redação
Foto: Reprodução

 

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) passou a contar com uma composição histórica ao ampliar a participação feminina na Corte Eleitoral. Atualmente, três das sete cadeiras do colegiado são ocupadas pelas desembargadoras Maíza Seal, Carina Canguçu e Patrícia Didier,

Este é o cenário de maior representatividade das mulheres em um dos principais órgãos da Justiça Eleitoral da Bahia. A desembargadora Patrícia Didier, mais recente integrante da Corte, destacou que sua chegada representa um marco. “É um contexto que torna-se ainda mais relevante, porque acontece na Casa que guarda a democracia”, disse.

Carina Canguçu avaliou que a nova configuração rompe um longo período de predominância masculina no colegiado e serve de incentivo para que mais mulheres ocupem espaços de decisão. Essa mudança “gera um efeito simbólico, de incentivo, para que mais mulheres participem desse processo”, afirmou a desembargadora.

Maíza Seal diz acreditar na composição atual do TRE-BA fortalece a presença feminina nas instâncias de poder, e ressaltou que a imagem de uma Corte mais diversa contribui para estimular novas lideranças femininas. “Nós estamos buscando inserir a mulher no cenário político, nas cúpulas de poder, então essa imagem do Tribunal fortalece o desejo das mulheres de ascenderem”, afirmou.

O presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, afirmou que a atual composição representa uma transformação institucional voltada à inclusão e ao fortalecimento dos direitos das mulheres. Ele destacou ainda que a mudança está alinhada à Resolução nº 525/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu uma política de alternância de gênero para o preenchimento de vagas na segunda instância do Judiciário.

“A ascensão da carreira de mulheres no Judiciário precisa ser normalizada. Essa nova configuração do Tribunal se aplica também nas nossas secretarias. No universo de 11 unidades, nove são geridas por mulheres, além da diretoria-geral, que também é administrada por uma mulher”,  disse Kertzman.

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