Publicado em 15/06/2026 às 15h29.

Carina Canguçu e Eduarda Vidal assumem ouvidorias do TRE-BA

Cerimônia de posse foi realizada na última segunda-feira, durante sessão plenária na sede da Corte

Redação
Foto: Divulgação/TRE-BA

 

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) formalizou a nomeação de duas magistradas para comandar áreas estratégicas de diálogo com a sociedade. A desembargadora eleitoral Carina Canguçu Virgens e a juíza Eduarda Lima Vidal assumiram, respectivamente, os cargos de Ouvidora Regional e Ouvidora da Mulher do tribunal baiano.

A cerimônia de posse foi realizada na última segunda-feira (6), durante sessão plenária na sede da Corte, em Salvador. A movimentação administrativa ocorre em um momento de consolidação da bancada feminina em postos de alta governança no Judiciário local.

Para a desembargadora Carina Canguçu, sua chegada à Ouvidoria Regional reflete um avanço institucional que ganha ainda mais peso diante do calendário político. Com a proximidade das Eleições 2026, o órgão terá papel central no monitoramento do pleito e no acolhimento de denúncias.

“É muito significativo registrar que cada vez mais mulheres vêm ocupando espaços institucionais de relevância. Com a proximidade das Eleições 2026, a expectativa da Ouvidoria é enorme, especialmente diante dos desafios relacionados ao enfrentamento da violência política de gênero, que ainda afasta muitas mulheres da disputa eleitoral”, salientou a nova ouvidora-geral.

Foco no acolhimento e no combate à violência política

Na mesma linha, a juíza Eduarda Lima Vidal estruturou as metas para a Ouvidoria da Mulher, canal especializado que serve como porta de entrada para demandas sensíveis, incluindo assédio, discriminação e barreiras de representatividade nos partidos políticos. A magistrada enfatizou que o fortalecimento desse braço da Justiça Eleitoral visa humanizar o atendimento e garantir que os mecanismos de denúncia funcionem de maneira célere.

“Mulheres ocupando espaços de decisão não é apenas uma questão de equidade, é uma condição para que a Justiça reflita a pluralidade da sociedade que ela serve. Assumo esta responsabilidade com a incumbência de dar voz a todas aquelas que buscam no sistema eleitoral um instrumento de proteção e participação democrática”, concluiu Eduarda Vidal.

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