Publicado em 03/07/2026 às 11h48.

Loyola manda Bruno Reis ‘olhar a margem do próprio governo’ antes de criticar o Estado

Secretário afirma que governo estadual “faz mais pela capital” e contesta declarações do prefeito sobre o Estado

Daniel Serrano / Pevê Araújo
Foto: Pevê Araújo / Bahia.ba

 

O secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, fez um balanço positivo das ações recentes do governo da Bahia e disse que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) fechou o seu primeiro mandato “com chave de ouro” ao anunciar uma etapa marcada por investimentos em diversas áreas no estado. A declaração foi dada durante a autorização de um novo pacote de investimentos voltado a municípios baianos, com ações em educação, saúde, infraestrutura, desenvolvimento urbano e abastecimento de água.

De acordo com Loyola, os resultados recentes reforçam o ritmo de entregas da gestão estadual, com destaque para obras e equipamentos estruturantes.

“Eu acho que isso para a gente é só um fechar com chave de ouro. Todas essas semanas, essas entregas, são enriquecedoras. Entregar o Teatro Castro Alves, entregar um hospital no Litoral Norte, 220 leitos, nós vamos cuidar de câncer também nesse hospital”, afirmou.

O secretário destacou ainda que o atendimento especializado em câncer foi descentralizado para as 14 regiões de saúde da Bahia, reduzindo a necessidade de deslocamento dos pacientes até Salvador. “Então, a pessoa não precisará viajar tanto tempo, não é mais só Salvador que cuida disso”, disse.

Loyola também defendeu o ritmo da gestão estadual ao longo dos últimos anos e afirmou que a Bahia vive um período de forte investimento público.

“Quem acompanhou os três anos e meio do governo Jerônimo sabe que o ritmo sempre foi esse: muita entrega, muita obra, muita presença. É o governador que mais investiu na história da Bahia em três anos e seis meses”, completou.

Resposta a críticas da prefeitura de Salvador

Durante a entrevista, Loyola também respondeu às críticas do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sobre supostas dívidas do governo do estado com a capital baiana.

“Eu não vi a declaração, mas eu acho que o prefeito podia procurar a Embasa para saber o tamanho do débito que eles têm com a Embasa. Um débito bilionário. E, se não fosse o governo do Estado, nós não teríamos metrô, nós não teríamos as avenidas de vale, nós não teríamos hospitais cuidando da população soteropolitana”, disse

“Já que o prefeito e o governo do ex-prefeito [ACM Neto], não faz uma Unidade Básica de Saúde. É a pior assistência básica de saúde das capitais do Brasil, a pior assistência de creche. Eu acho que ele tem que primeiro verificar qual é a margem do governo dele para depois poder criticar o governo do Estado, que faz tão bem o seu papel, inclusive com os soteropolitanos”, acrescentou.

Programa de Governo Participativo

Loyola também comentou a continuidade do Programa de Governo Participativo (PGP), destacando que o calendário de escutas e debates já está definido, mas respeita o período de restrições eleitorais. A próxima edição está prevista para esse fim de semana, no Vale do Jiquiriçá.

“A estratégia é continuar com os planos de governo participativos. Já temos um calendário tanto para o interior quanto para Salvador”, explicou.

Segundo ele, as atividades de grande mobilização serão retomadas após o período permitido pela legislação eleitoral, a partir de 15 de agosto.

Daniel Serrano
Daniel Serrano é baiano de Salvador e atua como repórter de Política no bahia.ba. com passagens pela TV da Câmara Municipal de Salvador e pelos sites Varela Notícias, Radar da Bahia, Política Ao Vivo e BNews.

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