Publicado em 24/07/2026 às 18h58.

Hamilton critica escândalo do Banco Master e cobra fiscalização do TRE

Candidato declara que o PSOL não compactua com “promiscuidade” na política

Gabriela Encinas / André Souza
Foto: André Souza / bahia.ba

 

O vereador de Salvador e candidato a deputado federal Hamilton Assis (PSOL) afirmou que o caso envolvendo o Banco Master expõe um problema que, segundo ele, alcança grande parte da classe política brasileira. Ele afirmou que a polêmica “ultrapassa quase toda a classe política”.

Declaração foi dada na Convenção Partidária da Federação PSOL-Rede, realizada nesta sexta-feira (24), no Fiesta Bahia Hotel, no bairro do Itaigara, em Salvador. O parlamentar destacou que o partido mantém distância de práticas que classificou como “promiscuidade”.

“O PSOL pode dizer que nós somos exceções nessas relações, porque nós de fato não nos permitimos entrar nessa promiscuidade […] Além de tudo, você acaba montando um esquema para subtrair e desviar dinheiro público, com a anuência de vários partidos, incluindo setores vinculados ao PT”, afirmou.

Ao comentar o cenário político, Hamilton defendeu que o debate eleitoral não se limite ao episódio do Banco Master, o vereador disse que é necessário abordar temas estratégicos para o país, como a defesa das riquezas nacionais, a política internacional e a atuação dos Estados Unidos em relação ao Brasil.

“Nós queremos discutir a defesa da nossa riqueza, a tentativa de saque pelo governo americano, das nossas reservas minerais, a interferência do governo Trump na política brasileira no sentido de acuar a nossa justiça para manter os interesses daqueles que são seus aliados e ao mesmo tempo desmascarar os falsos patriotas”, afirmou.

Vereador diz que financiamento público é “fundamental”

O candidato também avaliou como essencial o financiamento público das campanhas eleitorais, especialmente para partidos ‘menores’. Hamilton afirmou que o modelo permite maior competitividade entre as candidaturas, mas ressaltou que ainda existem distorções provocadas pelo uso irregular de recursos públicos.

“Hoje a gente tem o financiamento público de campanha, que é uma conquista dos trabalhadores, porque isso é fundamental para financiar candidaturas e projetos populares, mas nós temos ainda o problema da convivência com o Caixa 2, que hoje é alimentado pelas emendas fixas”, denunciou.

Para o parlamentar, práticas conhecidas como caixa dois continuam presentes por meio do direcionamento de emendas parlamentares, o que comprometeria a igualdade na disputa eleitoral. O vereador explicou esse “sequestro do orçamento público” feito no Congresso e envolvendo municípios e classificou como absurdo o esquema.

“A gente sabe disso que está rolando no Congresso, porque vários deputados que transferiram emendas para os municípios, agora vão para esses municípios, já com esses dinheiros provavelmente no bolso, para fazer e reforçar suas campanhas”, afirmou.

Hamilton Assis defendeu uma atuação mais rigorosa da Justiça Eleitoral no combate aos abusos durante a campanha. “Eu espero que o TRE faça mais fiscalização, tenha mais correção para que a gente combata o abuso da máquina pública e o abuso econômico nas campanhas eleitorais”, disse o candidato.

Gabriela Encinas
Jornalista nascida em Salvador, com origens em Xique-Xique, no interior da Bahia, e com cidadania espanhola. Já trabalhou na produção da Band Bahia TV, atuou como repórter de Política no site Taktá e no site Panorama da Bahia.

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