Publicado em 31/07/2026 às 08h45.

Jerônimo detalha ações contra o crime organizado e promete solução definitiva

Governador enalteceu força do Estado e revelou que vai acionar Lula

Pevê Araújo
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT), detalhou ações de sua gestão na área de segurança pública e rebateu críticas da oposição durante entrevista ao programa Bahia no Ar, da rádio Metrópole. O setor tem sido um dos principais alvos de embate político na disputa eleitoral na Bahia.

Na sabatina conduzida pelo jornalista Mário Kertész, o petista detalhou os investimentos na área da tecnologia e a contratação de pessoal para justificar a redução dos indicadores criminais. Apesar da atualização dos números, o governador reconheceu que a segurança pública segue como um dos seus principais desafios.

“Claro que o desafio nosso, por mais que a gente tenha feito. Seis mil viaturas novas, comandos criados, aquisição de câmeras de reconhecimento facial, inteligência, operações diárias”, disse o governador nesta sexta-feira (31), destacando também o impacto dos reforços no efetivo.

“Ontem publicamos o concurso público para a Polícia Civil. Jamais abriremos mão de concurso para a Polícia Militar. Quase 11 mil policiais foram contratados em três anos e meio, mas é um desafio”, completou.

Jerônimo exalta ‘braço forte’ do Estado

Jerônimo buscou dar um tom humanizado ao discurso ao comentar as estatísticas de violência e os casos de feminicídio no estado, afirmando que os episódios o afetam pessoalmente, mas assegurou que manterá a postura rígida no combate ao crime.

“Toca na vida da gente. Eu sei que os indicadores têm melhorado. Eu falo não só como governador, falo como pai de família. Eu sinto isso. Cada morte que acontece, cada pessoa agredida, cada mulher vitimada pelo feminicídio, isso me machuca, mas eu não abaixo a guarda. Nós não vamos abrir mão do braço forte do Estado para que o crime organizado seja eliminado”, continuou.

Solução definitiva

Jerônimo defendeu como solução para o combate a violência uma coordenação nacional das políticas de segurança pública. Ele confirmou que pretende acionar o governo federal para estruturar uma pasta exclusiva para o setor, nos moldes de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já tramita no Congresso Nacional.

“Tenho feito esforço, vou continuar investindo. Vou pedir ao presidente Lula para criar o Ministério da Segurança Pública. Está no Congresso a PEC que institui o Sistema Único de Segurança Pública, para fazer igual ao SUS”, concluiu o governador.

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