Ex-alvo do Bahia cobra valor milionário de clube da Série A na Justiça

    Atacante moveu ação trabalhista por luvas e direitos de imagem

    Foto: Reprodução / Instagram @rony7oficial

    O atacante Rony, que chegou a ser monitorado pelo Bahia antes de acertar sua transferência para o Santos, acionou o Atlético-MG na Justiça do Trabalho e cobra mais de R$ 9,5 milhões do clube mineiro. A ação foi protocolada na 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte e envolve valores relacionados ao período em que o jogador defendeu o Galo.

    Na ação, Rony pede o pagamento de R$ 9.534.076,40, alegando pendências referentes a luvas, direitos de imagem e verbas rescisórias.

    Segundo o processo, o Atlético-MG teria uma dívida de R$ 762.581,00 referente ao pagamento de luvas e direitos de imagem. A defesa do jogador solicita que esses valores sejam incorporados ao salário para o cálculo dos reflexos nas demais verbas trabalhistas.

    Além disso, o atacante requer a aplicação da multa prevista no artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sob o argumento de que o clube parcelou o pagamento das verbas rescisórias.

    A ação também pede a anulação da rescisão do contrato de luvas e o pagamento do saldo restante do acordo, estimado em cerca de R$ 4 milhões. Somados, os pedidos ultrapassam R$ 9,5 milhões.

    Rony foi contratado pelo Atlético-MG na temporada passada em uma negociação avaliada em aproximadamente 6,5 milhões de euros (cerca de R$ 38,8 milhões na cotação da época). Em sua passagem pelo Galo, ele disputou 65 partidas e marcou 14 gols antes de seguir para o Santos.

    Interesse do Bahia

    Antes de acertar com o Santos, Rony esteve entre os nomes analisados pelo Bahia para reforçar o ataque em 2026. O interesse surgiu em meio ao interesse em trazer novos jogadores para o sistema ofensivo, mas as conversas não avançaram.

    Na época, embora o nome de Rony agradasse ao departamento de futebol, a possível contratação era tratada com cautela e nunca chegou a ser considerada prioridade pelo Bahia.

    Essa, inclusive, não foi a primeira vez que o Esquadrão avaliou a contratação do atacante. Ainda na saída do Palmeiras, no fim de 2024, a diretoria tricolor realizou uma sondagem pelo atleta, sem abrir negociação formal.