Confusão com uniformes trava impedimento semiautomático no Brasileirão

    Troca de uniformes entre Bragantino e Corinthians afetou leitura da tecnologia na 1ª etapa; checagem do VAR precisou ser manual

    Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

    A vitória do Corinthians por 2 a 0 sobre o Red Bull Bragantino, no último domingo (9), pelo Campeonato Brasileiro, ficou marcada por uma série de problemas envolvendo os uniformes das equipes e a operação do impedimento semiautomático.

    Antes da partida, houve uma divergência em relação à combinação dos uniformes. Segundo o Bragantino, havia sido acordado com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que o Corinthians atuaria completamente de branco. O clube paulista, porém, levou apenas uma opção de jogo, com camisa preta listrada, calção branco e meiões pretos.

    A situação obrigou o Bragantino a alterar parte do próprio uniforme. O clube estrearia seu terceiro kit, formado por camisa vinho, calção preto e meiões vinho, mas precisou trocar os meiões por um modelo branco para evitar conflito visual com o adversário.

    Em comunicado, o Bragantino afirmou que a mudança descaracterizou o uniforme preparado para a estreia diante da torcida. A situação também foi registrada pelo árbitro Raphael Claus na súmula da partida.

    Segundo o documento, o Corinthians entrou em campo com uma combinação diferente da designação oficial da CBF. O árbitro ainda apontou que o Bragantino precisou substituir os meiões vinho pelos brancos para facilitar a identificação dos jogadores durante o confronto.

    Uniforme do Bragantino afeta impedimento semiautomático

    O impedimento semiautomático ficou fora de operação durante o primeiro tempo porque o terceiro uniforme do clube apresentou dificuldades para o sistema identificar corretamente os jogadores. A camisa vinho utilizada na estreia tinha numeração, escudo e patrocinadores em preto, combinação que dificultou o trabalho do software responsável pelo monitoramento.

    Diante do problema, a arbitragem precisou fazer a identificação dos atletas do Bragantino de maneira manual. Após os ajustes realizados no intervalo, o sistema voltou a funcionar normalmente na segunda etapa.